Wolfgang Rattay/Reuters
Wolfgang Rattay/Reuters

Hamilton, pole position, vai para a corrida sem saber como seu carro vai se comportar

No mesmo dia, piloto experimentou a decepção nos treinos livres e a alegria de conquistar o primeiro lugar na largada

LIVIO ORICCHIO - ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2013 | 13h47

NURBURGRING - Assim que saiu do carro depois do treino livre deste sábado, pela manhã, Lewis Hamilton, da Mercedes, tinha a expressão típica de quem estava louco da vida. Afinal registrou apenas o sétimo tempo, distantes seis décimos de Nico Rosberg, seu companheiro, autor do segundo tempo. O mais rápido havia sido Sebastian Vettel, da Red Bull, impressionantes 676 milésimos mais rápido que Rosberg.

“A equipe fez um trabalho incrível. Analisamos tudo o que havíamos de dados para entender como melhorar o acerto”, explicou Hamilton depois de estabelecer a pole position do GP da Alemanha, apenas três horas mais tarde da decepção com o modelo W04 da Mercedes pela manhã. “Fui para a classificação com um ajuste que sugeria ser o melhor a partir do que entendemos dos dados. E funcionou.”

Hamilton obteve a segunda pole seguida, a terceira na temporada, 29.ª na carreira, mesmo número da lenda Juan Manuel Fangio, sexto no ranking. Michael Schumacher lidera, com 68. Como a Mercedes evoluiu sensivelmente na administração dos pneus ao longo dos 305 quilômetros das corridas, Hamilton pode lutar com a dupla da Red Bull pela vitória, amanhã. Sebastian Vettel larga em segundo e Mark Webber, terceiro.

Outro fator importante a favor de Hamilton no desafio de tentar superar Vettel e Webber amanhã é a introdução dos novos pneus Pirelli. Eles não apresentaram nenhum problema nos treinos e essa é a previsão para as 60 voltas da corrida, amanhã. Em Silverstone, domingo passado, o pneu traseiro dechapou impossibilitando-o de lutar pela vitória.

Mais: a FIA está controlando se as equipes respeitam as especificações de pressão, cambagem e o lado correto de instalação, repassados pela Pirelli e não observados pelos que tiveram os pneus dechapados em Silverstone.

Tudo a favor de Hamilton para enfrentar os favoritos Vettel e Webber amanhã, os pilotos que apresentaram a melhor simulação de corrida, certo? Não. O piloto inglês campeão do mundo de 2008, com 21 vitórias no currículo, vai para a largada sem saber o que esperar do modelo W04.

Ross Brawn, diretor técnico da Mercedes, explicou: “Não temos referências de como esse acerto que funcionou muito bem na classificação para Lewis se comportará ao longo da prova. Podemos apenas hipotizar. E nesse sentido estamos confiantes”.

Um dos problemas da Mercedes até a etapa de Barcelona, quinto do ano, em maio, era o elevado consumo dos pneus. O tipo de suspensão, o conjunto aerodinâmico e o acerto do W04 privilegiavam uma volta lançada, não as 60 ou 70 do GP. E agora Hamilton, seu engenheiro, Peter Bonnington, e Brawn não sabem se o ajuste preservará os pneus ou os fez funcionar com perfeição apenas na volta lançada da definição do grid.

Seja como for, Hamilton na pista é sempre garantia de espetáculo. Da primeira a última volta, não importa se nos treinos livres, classificação ou corrida. Ao lado de Vettel e Alonso forma o trio dos maiores talentos hoje da Fórmula 1.

Depois de oito etapas na temporada, o piloto da Mercedes é o quarto no Mundial, com 89 pontos, atrás de Kimi Raikkonen, terceiro, 98, Alonso, segundo, 111, e do líder, Vettel, 132.

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