Rudy Carezzevoli/ AFP
Rudy Carezzevoli/ AFP

Hamilton teve de superar cãibras para festejar recorde em 'dia muito abençoado'

Pra chegar à 92.ª vitória na carreira, piloto britânico também teve de lidar com problemas de aquecimento dos pneus nas primeiras voltas

Redação, Estadão Conteúdo

25 de outubro de 2020 | 14h36

Desde os treinos livres, Lewis Hamilton vinha prevendo enormes dificuldades no GP de Portugal. O carro não rendia o suficiente, a pista era desafiadora, o ponto de frenagem era cego. Ao vencer em Portimão e superar o recorde de vitórias de Michael Schumacher na Fórmula 1, num dia "muito abençoado", o piloto da Mercedes revelou que teve de enfrentar um rival a mais na corrida: as cãibras.

Hamilton perdeu a liderança logo na largada para o companheiro de Mercedes Valtteri Bottas e o espanhol Carlos Sainz, da McLaren, e precisou de 20 voltas para recuperar a primeira colocação. Além esse percalço, ele revelou que, por vezes, teve de se levantar dentro do carro por causa das cores na perna.

"Eu não bebi muito líquido antes da corrida e me lembro de ter entrado no carro pensando: provavelmente vou ficar desidratado. Nunca bebo na corrida", explicou Hamilton. "Comecei a ter uma cãibra pequena, num circuito muito físico. Há muitos solavancos e ondulações, você usa o acelerador de forma bastante agressiva em quase todas as voltas até o fim e nunca realmente consegue descansar", enfatizou.

Na parte final da prova, Hamilton revelou que as dores causaram uma forte lesão e podiam custar a vitória. "Eu estava saindo da última curva, saindo da curva 15 para a reta, e tive a sensação de que estava prestes a puxar o músculo. E estourou, doeu tanto que tive que levantar", revelou. "Foi muito doloroso por algumas voltas. Tenho um pequeno nó na minha panturrilha e vou procurar atendimento médico depois."

Antes de procurar auxílio de um especialista, o inglês queria festejar a grande conquista do dia, o fato de ter chegado a 92 vitórias na Fórmula 1 e se tornado o piloto com mais triunfos na história.

"Eu nunca sonhei estar onde estou hoje, não tive uma bola mágica quando escolhi vir para esta equipe e fazer parceria com essas grandes pessoas, mas aqui estou eu", comemorou. "O que posso dizer é que estou tentando aproveitar ao máximo todos os dias. Tudo o que fazemos juntos, todos nós crescemos na mesma direção. E é realmente por isso que estamos vendo todo esse sucesso", disse.

Hamilton estava radiante com o recorde e a presença da família. Ele deu um abraço forte em seu pai, Anthony, após cruzar a linha de chegada em primeiro. "Meu pai está aqui, o que é incrível, e minha madrasta Linda também. E o Roscoe (seu buldogue). É um dia muito abençoado."

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