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Hamilton vai a tribunal se defender de 'atalho' em Spa

O piloto britânico Lewis Hamilton dissena segunda-feira a um tribunal da Fómula 1 que não tirouvantagem do atalho que usou no Grande Prêmio da Bélgica,manobra que lhe custou a vitória naquela corrida. O incidente ocorreu a poucas voltas do final em SpaFrancorchamps, quando o piloto da McLaren, líder do campeonato,disputava a liderança com Kimi Raikkonen, da Ferrari. Emboratenha chegado em primeiro, Hamilton foi rebaixado ao terceirolugar, e o brasileiro Felipe Massa herdou a vitória. Depois de cortar a chicane, Hamilton saiu à frente deRaikkonen, e os comissários entenderam que ele devolveutotalmente a posição, como exige a regra, e que assim conseguiurecuperar a ponta. Questionado no tribunal de recursos da FIA (FedereaçãoInternacional de Automobilismo) sobre se havia tirado vantagemda manobra, Hamilton respondeu: "Acredito [que não], de mão nocoração". Ele disse que não tinha alternativa senão atalhar achicane, pois do contrário bateria em Raikkonen na curva."Quando a pista está úmida e você está no fim da corrida, aúltima coisa que deseja é bater, não se pode assumir riscosestúpidos", disse o britânico, que em caso de vitória norecurso veria sua vantagem sobre Massa saltar de 1 para 7pontos. Hamilton disse que o diretor da prova, Charlie Whiting,induziu a McLaren ao erro ao dizer que estava tudo certo. "Seique a equipe estava conversando com Charlie. Eu teria devolvido[a liderança] se tivessem me dito. Foi uma vergonha nos dizeremque estava tudo bem", afirmou o piloto aos cinco juízes. Whiting disse ter dado a explicação errada à McLaren porquevira o incidente só uma vez, ao vivo. "Ficou claro para mimdepois de ver o incidente de forma mais detalhada que avantagem não havia sido devolvida inteira", disse o diretor deprova. Hamilton acrescentou que não sabia que não poderia atacarRaikkonen já na curva seguinte, uma regra que só seriaesclarecida no GP seguinte. "Só ouvi falar dessa regra emMonza. Eu iria ultrapassá-lo de qualquer forma." Mas Whiting, a FIA e o representante da Ferrari, LucaBaldisserri, disseram que Hamilton não conseguiria ultrapassarRaikkonen se não tivesse cortado a chicane. "Se ele tivesse ficado na pista, não estaria em posição deataque na curva 1. Não estaria tão próximo de Kimi", disseWhiting. O debate pode se tornar irrelevante se os juízes decidiremna terça-feira que a McLaren nem teria direito de recorrer. "Acho importante ter vindo hoje", disse Hamilton ajornalistas. "Não estou realmente preocupado. Venho aqui hojena esperança de que os juízes vejam a verdade e entendam quesou um piloto de corrida, que guio pela excelência. No momento,conforme vejo, estou um ponto à frente, e é assim que abordo apróxima corrida."

BERTRAND BOUCEY, REUTERS

22 de setembro de 2008 | 16h12

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