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Helinho arma estratégia para vencer IRL

Hélio Castro Neves, líder e um dos favoritos ao título da Indy Racing League (IRL), passa o fim de semana em Ribeirão Preto para rever amigos e "recagarregar as baterias", antes da seqüência final de três corridas. Nesta quinta-feira, em São Paulo, o piloto definiu sua estratégia: "Os Chip Ganassi estão mais velozes no momento. Vou administrar a liderança e evitar riscos."Helinho tem 429 pontos. Em seguida, aparecem Gil de Ferran, com 404, Tony Kanaan, 397, Scott Dixon, 387, e Sam Hornish Jr., 348. Como o primeiro colocado marca 50 pontos (40 para o segundo, 35 para o terceiro, 32 para o quarto, 30 para o quinto etc) e há ainda dois de bônus para quem liderar o maior número de voltas, são 156 em jogo.O teste na pista de Chicagoland, onde será a corrida de 7 de setembro, provou que os Panoz G-Force/Toyota da Chip Ganassi são os monopostos mais rápidos nos circuitos longos, com cerca 3 milhas/h (cerca de 4,8 km/h) a mais do que os adversários. E os três últimos circuitos da temporada da IRL são longos."A diferença está na aerodinâmica, já que o motor é o mesmo. Eles conseguiram um acerto de asa melhor do que o nosso", reconheceu Helinho.Dessa forma, Helinho considera que o neozelandês Scott Dixon - que tem o maior número de vitórias (três) e poles (cinco) desta temporada - é um adversário muito perigoso. Dixon, primeiro piloto da Chip Ganassi, terá ainda a vantagem de poder contar com um jogo de equipe com o companheiro Tomas Scheckter. "Na Penske, a situação é distinta. Eu e o Gil estamos na disputa. Um contra o outro", explicou o brasileiro.Entretanto, a vantagem de Helinho sobre Dixon, de 42 pontos, permite que o brasileiro possa trabalhar para chegar apenas em segundo lugar nas três corridas. Nesse caso, mesmo que o neozelandês vença as três e ainda lidere o maior número de voltas também nas três, Helinho teria seis pontos de vantagem. "Mas não é só isso. Tem o Gil, o Kanaan. E o Sam Hornish Jr. está andando muito com o novo motor da Cosworth."Helinho recebeu com tranqüilidade a aposentadoria de seu companheiro de equipe Gil de Ferran. "Eu não sabia de nada. Fui surpreendido. Mas senti que ele fez o que estava com vontade. Então, foi bom."Uma das celebrações pelo fim de carreira de Gil poderá ser na Granja Viana, em 8 de novembro. Gil, Helinho e Kanaan já estão conversando sobre a possibilidade de correrem juntos nas 500 Milhas de Kart. "Eu não corro no Brasil desde 2000, com a última prova da Cart em Jacarepaguá. Estou com saudades."Em 2002, Helinho fez um teste para a equipe Toyota de Fórmula 1, em Paul Ricard. Este ano, por enquanto, não tem teste previsto na categoria. Seu contrato com a Penske vai até o fim de 2004, com multa pela rescisão se for para outra equipe da IRL, mas nada impede que vá para a F1.

Agencia Estado,

29 de agosto de 2003 | 19h00

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