Helinho luta para encostar em Brack

"Vocês precisam segurar esse Kenny Brack", disse o piloto Hélio Castro Neves nesta terça-feira, logo no início da entrevista, brincando, pelo que explicou depois. Está difícil lutar pelo título deste ano da Fórmula Indy. E falta cooperação da Penske, sua equipe, e da Honda, que fornece motores.Depois de um bom início de temporada, com vitórias em Long Beach (segunda etapa) e Detroit (sexta), o piloto brasileiro começou a ter problemas. Só não despencou na classificação porque o sueco Kenny Brack, da Rahal, também ficou algumas corridas sem pontuar. Mas Brack venceu a última prova, em Chicago, e lidera com 104 pontos, contra 82 de Helinho e 81 do escocês Dario Franchitti.Hélio Castro Neves ainda aponta o espaçador da válvula pop off do turbo, introduzido em Detroit (para impedir que o turbo tenha mais pressão do que o permitido) como principal motivo da queda. Alem disso, conta que já deu uma "chamada" no pessoal da Honda.O piloto acha impressionante o baixo rendimento do motor nas retomadas de velocidade em Chicago: "Eu não conseguia passar o (Michel) Jourdain nem o (Max) Papis, só o Tony (Kanaan), que também é Honda. Fiquei uma arara." E diz que o problema não é só esse: "É uma equipe, não adianta só o piloto fazer a parte dele."Helinho ficou indignado com a forma como perdeu a pole position em Chicago. "Na última curva, quando eu estava mais rápido que o tempo da pole, acabou a gasolina." Ficar sem combustível no qualifying realmente não é normal. Mas ele pode estar se sentindo pressionado depois do sucesso pela vitória nas 500 Milhas de Indianápolis.Helinho diz que não, que sabe lidar com isso. E que não errou ao ser ultrapassado por Max Papis e Kenny Brack na relargada em Chicago: "Só fui conservador para não bater."Conservador também na previsão para o GP de Mid Ohio, no dia 12, embora tenha vencido esta etapa no ano passado. "Minha expectativa de chegar e dominar como esperava não vai rolar. Vai ser uma briga boa."

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