Helinho testa na F1, mas sem ilusões

O brasileiro Hélio Castro Neves, líder da temporada da Indy Racing League com 437 pontos, um a mais que seu companheiro de Penske Gil de Ferran, está próximo de fazer um teste com um carro de Fórmula 1. Ele vai treinar com a Toyota, em Paul Ricard (França), na segunda quinzena de setembro, depois do fim do campeonato da IRL, que termina no dia 15. No entanto, não tem ilusões. Sabe que as chances de trocar de categoria são reduzidíssimas e, assim, está disposto a desfrutar ao máximo a chance e tentar aprender. "Uma oportunidade como esta não se pode descartar. Estou doido para entrar num carro de F1 e sentar a bota. Você tem de dar tudo o que pode", disse Helinho. "Mas o importante numa situação destas é aprender." O piloto, claro, gostaria de se transferir para a principal categoria do automobilismo mundial. Só que as vagas na F1 são poucas e bastante disputadas. Na Toyota, por exemplo, concorreria com Felipe Massa, Antonio Pizzonia e Cristiano da Matta - que viu suas chances praticamente serem dizimadas pelos US$ 10 milhões pedidos por Carl Haas para liberá-lo do contrato com a Newman-Haas -, só para relacionar os brasileiros da fila. Além disso, um fator importante pesa contra Helinho. "Não conheço o carro nem a pista (Paul Ricard). E faz mais de um ano que não sei o que é virar para a direita e para a esquerda numa corrida", admitiu sem constrangimento. Com a ida de sua equipe, a Penske, para a IRL, Helinho passou a correr só em pistas ovais, onde o piloto só vira o volante para o lado esquerdo. O teste de Helinho na Toyota foi conseguido graças ao bom relacionamento de Roger Penske, dono da Penske, com os japoneses. A Toyota, inclusive, fornecerá motores para a equipe na temporada de 2003 da IRL. O brasileiro agradece a ajuda e não acha que o fato de a Toyota já ter em seus planos ganhar as 500 Milhas de Indianápolis de 2003 - ele é bicampeão da prova - seria um complicador para sua ida à F1, se aparecesse a oportunidade. "É claro que eles querem ganhar em Indianápolis, mas têm várias opções. Sabem o que fazer. Só que é preciso entender que 2003 vai ser um ano de aprendizado e desenvolvimento para a Toyota." A fabricante japonesa de motores vai estrear na IRL no próximo ano, assim como sua rival Honda. O piloto já testou o novo propulsor e gostou: "Ele ainda não é o melhor, mas começou bem". Helinho terá seu contrato com a Penske encerrado no fim do ano. Ainda não há nada definido, mas a renovação é praticamente certa.

Agencia Estado,

26 Agosto 2002 | 17h39

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