Hélio Castro Neves vira dono de equipe

Bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis e em plena atividade como piloto, Hélio Castro Neves, agora, também é dono de equipe. Ele se associou ao ex-patrão Amir Nasr e ambos criaram a Nasr-Castroneves Racing, que este ano vai participar do Brasileiro de Stock Car, do Sul-Americano de F-3, além do Brasileiro de Endurance. ?Essa associação com o Amir é o início de uma nova caminhada. Um dos objetivos dessa associação é dar oportunidades para novos pilotos, como eu tive no início da carreira?, explicou Helinho, piloto da Penske na Indy Racing League. Ele e Amir são velhos conhecidos. Helinho foi piloto da Amir Nasr em 1993 e 1994. Em 1993, inclusive, foi vice-campeão da F-3 Sul-Americana. Nos planos do time está um intercâmbio de pilotos, dentro da filosofia de proporcionar oportunidades. Os brasileiros irão para os Estados Unidos e os americanos farão o trajeto contrário. Isso, porém, é plano para uma segunda etapa do projeto. Neste primeiro momento, o objetivo é ter boa participação na Stock Car, com os pilotos Adalberto Jardim e Vitor Meira, na F-3 (com Jaime Câmara Neto e Zeca Cardoso) e também no Endurance, inicialmente com dois corredores de Brasília. O investimento conjunto no time até agora foi de R$ 1 milhão, valor que deverá crescer de acordo com a necessidade. Mas, por enquanto, o ?dirigente? Helinho não vai colocar a mão na massa. ?Vou continuar dedicando 100% de atenção àquilo que faço de melhor, que é pilotar. É o Amir quem vai ter de trabalhar?, brincou o piloto. Amir justificou a decisão de inscrever a Nasr-Castroneves na Stock Car e na F-3. ?A Stock já era nossa meta, pois hoje tem grande apoio promocional da mídia e na categoria você trabalhar com o potencial máximo de profissionalismo. E a F-3 é uma excelente maneira de se evoluir em termos de tecnologia e conhecimento, por meio do intercâmbio com a Europa.? Na escolha dos pilotos que irão competir na Stock ? cuja temporada começa dia 28, em Curitiba ?, a dupla de sócios buscou mesclar juventude e experiência. Por isso a opção por Vitor Meira e Adalberto Jardim (por coincidência, correu na equipe que o pai de Helinho tinha na categoria nos anos 80). Meira é piloto de testes da Panther na IRL e pode correr as 500 Milhas, assim como outras provas na temporada. Nesse caso, será liberado. ?Se isso acontecer, teremos conflitos de quatro datas. Estamos analisando outros pilotos, para o caso de necessidade.? Helinho, que na segunda-feira inaugurou uma revenda de veículos em São José do Rio Preto da qual é um dos sócios, diz que, por enquanto, nem cogita em correr na Stock Car. ?Quem sabe no futuro. Algo que me interessa é o Endurance, mas não sei se poderei competir enquanto estiver na Penske.?

Agencia Estado,

11 de março de 2004 | 17h46

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