Robert Ghement/EFE
Robert Ghement/EFE

História aconselha Rubens Barrichello a manter esperança

Em três momentos da F-1 o campeão foi quem inverteu a situação; 'O projeto é manter o pé no chão'

Livio Oricchio, Enviado Especial - O Estado de S. Paulo

14 de setembro de 2009 | 09h37

MONZA - Quais as chances de Rubens Barrichello ser campeão mundial de Fórmula 1? Afinal, apesar de a diferença dele para Jenson Button cair de 26 para 14 pontos nos três últimos GPs, restam apenas quatro etapas (e 40 pontos). Diferença importante, mas a história não dá motivo para Rubinho desanimar.

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Há um exemplo recente de superação ainda maior. Em 2007, depois de sua vitória no GP do Japão, Lewis Hamilton abriu 17 pontos sobre Kimi Raikkonen. Restavam apenas as corridas da China e do Brasil. Havia 20 pontos em jogo.

Em Xangai, Hamilton errou e não marcou pontos. Raikkonen, venceu. Ainda assim, o inglês chegou a Interlagos com 7 pontos de vantagem. Mas Hamilton errou de novo, sua McLaren teve problemas e ele foi apenas sétimo. Com a vitória no Brasil, o finlandês comemorou a conquista.

Em 1983, Alain Prost, da Renault, abriu importante vantagem para Nelson Piquet, Brabham, ao longo do campeonato, mas o brasileiro venceu as duas provas antes da etapa final, na África do Sul. Lá, Prost ainda estava na frente, 57 a 55. Mas abandonou, Piquet foi terceiro e o título ficou com o Brasil.

Também em 1977, Niki Lauda, Ferrari, somou bem mais pontos que James Hunt na primeira metade do calendário. O austríaco se acidentou na Alemanha, chegou no Japão ainda em primeiro, 68 a 65 pontos, mas simplesmente desistiu por "sentir medo" da chuva intensa. A vitória levou Hunt a ser campeão.

Por tudo isso Barrichello conta o que pensa em fazer: "O projeto é manter o pé no chão, com ritmo forte. Não é o momento de bater no peito e dizer que 'agora é a hora'. Estou super sereno e confiante, tanto que foi importante para a minha vitória [no GP da Itália] eu dizer que queria continuar com o câmbio (que quase foi trocado por quebra). Valeu a pena".

"Na minha experiência, o que conta neste momento é que estou me sentindo ótimo. Então é preciso tirar proveito disso para as provas que faltam", emenda.

PISTAS

Sobre as quatro corridas que faltam para o fim da temporada (Cingapura, Japão, Brasil e Abu Dabi), Barrichello diz ter boas sensações. "São provas ótimas, principalmente em Suzuka, que particularmente eu adoro, mas é frio. Então de repente não dá para ter um bom desempenho, mas é uma das quatro que faltam."

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