Honda era mau exemplo e não fará falta, diz Ecclestone

Chefão da Fórmula 1 desdenha de escuderia japonesa e diz que categoria continuará firme apesar da crise

AE, Agencia Estado

11 de dezembro de 2008 | 10h37

A saída da Honda da Fórmula 1 não comoveu o inglês Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da categoria. Para ele, a montadora japonesa gastava muito, ganhava pouco e era um exemplo a não ser seguido pelas demais equipes. Por isso, não fará tanta falta no grid do GP da Austrália, no dia 29 de março."A Honda não será uma grande perda. É só olhar pata a posição que eles terminaram o campeonato: nono. Eles gastaram milhões e eram um mau exemplo para as demais escuderias", afirmou o empresário ao jornal Daily Talegraph durante o lançamento de uma coleção de jóias desenhada por sua filha, Tamara.Para Ecclestone, a saída da Honda é apenas mais uma na história da categoria, e servirá de lição para as outras equipes, sobretudo no que diz respeito aos gastos operacionais - os japoneses alegaram a crise financeira e os altos investimentos na categoria como motivadores da decisão."As equipes vão e vêm na Fórmula 1. Não é o fim do mundo. Apenas a Ferrari está desde o início. Agora que a Honda se foi, temos a chance de fazer as equipes pensarem no quanto elas podem e devem gastar", afirmou o dirigente.A estrutura da equipe está à venda e, segundo Ecclestone, o negócio deve ser fechado nos próximos dias. "Acho que a equipe continuará existindo. Temos conversado com três compradores que declararam interesse."

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