Indianápolis: Bruno Junqueira é pole

O mineiro Bruno Junqueira garantiu neste sábado a pole position das 500 Milhas de Indianápolis, em um treino conturbado por causa da chuva e com histórica atuação dos pilotos brasileiros. Eles conseguiram quatro das cinco primeiras colocações do grid, um recorde nos 86 anos da prova. A corrida será disputada dia 26 de maio. O único não-brasileiro entre os cinco primeiros é Robbie Buhl, da Dreyer & Reinbold, com 371,732 km/h, na segunda colocação. O terceiro lugar ficou com o surpreendente Raul Boesel, da equipe Menards. Bruno Junqueira fez a média de 371,072 km/h e ganhou um prêmio de US$ 100 mil. Piloto da Chip Ganassi, ele vem de uma vitória no GP do Japão da Cart. Neste sábado, foi o primeiro a entrar na pista, em ordem definida por sorteio da sexta-feira. Seu tempo foi o melhor de pole-positions desde 1996, quando a IRL ainda aceitava motores turbo. De acordo com o sorteio realizado na sexta-feira, Bruno foi o primeiro a entrar na pista. Na classificação para as 500 Milhas, cada piloto dá quatro voltas rápidas no oval. Bruno foi o único piloto que fez todas as suas voltas abaixo de 39 segundos e conseguiu uma das melhores médias de todo o mês. Felipe Giaffone foi o segundo a entrar na pista e durante boa parte do treino teve a segunda melhor média, com 369,442 km/h. ?A minha participação na corrida deste ano está sendo bem diferente da experiência do ano passado. Eu estou 12 milhas por hora (19,3 km/h) mais rápido que com o carro de 2001! Mas isto é Indianápolis, imprevisível, com dias bons e ruins. Com esta velocidade que alcançamos aqui, estou tranquilo para começar a preparar o carro para a corrida?, disse Giaffone. Depois, ele foi ultrapassado pelo americano Robbie Buhl, que marcou 370,576 km/h, e por Raul Boesel, que marcou 369,903 km/h. A lista dos cinco primeiros colocados é completada por Tony Kanaan, da Mo Nunn, que fez 369,325 km/h. Tony foi surpreendido por uma chuva fina na primeira tentativa de volta rápida. As decepções brasileiras foram os pilotos da Penske. Helio Castro Neves, vencedor da prova no ano passado e que tinha feito a melhor volta durante o mês de treinos, estava conseguindo uma posição entre os seis melhores na primeira tentativa de volta rápida. Abortou-a e, quando voltou para a pista, estava com um acerto pior e caiu para a 13ª colocação. Gil de Ferran, seu companheiro de equipe, também não foi bem e está em 14º lugar, com média de 366,728 km/h. Airton Daré, o outro brasileiro inscrito nas 500 Milhas, deu apenas duas voltas rápidas, abortou a tentativa deste sábado e deve voltar à pista neste domingo. As primeiras colocações, porém, não devem ser muito alteradas neste domingo. Boa parte dos pilotos considerados favoritos para a pole já entraram na pista. A dupla da Cheever Racing, que teve boas marcas nos treinos livres, ficou no bloco intermediário. Eddie Cheever está na sexta colocação e o sul-africano Tomas Scheckter é o 10º. O americano Sam Hornish Jr., líder do campeonato da IRL, ficou em sétimo lugar, seguido por Scott Sharp, pole do ano passado, e Sarah Fisher, que fez a melhor média já conquistada por uma mulher no circuito: 368,020 km/h. As 500 Milhas de Indianápolis estão mais rápidas. Em comparação com o ano passado, o recorde já foi batido. A pole de 2001, do americano Scott Sharp, teve média de velocidade de 364,314km/h. Neste ano, a média subiu mais de nove quilômetros e Helinho já marcou acima de 373 km/h. A situação já era esperada. Antes mesmo de os pilotos começarem os treinos livres para a prova, já se sabia que a pista estaria mais rápida. A situação acontece porque o asfalto de Indianápolis foi lixado para a prova deste ano. Os administradores do autódromo pretendem deixar um novo asfalto na pista em no máximo dois anos. ?A pista mudou bastante este ano. Está mais lisa, parece que está úmida o tempo todo ?, explica Felipe Giaffone, piloto da MoNunn.

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