Indianápolis evita falar em rompimento

Os responsáveis pelo circuitode Indianápolis consideram "prematuro" romper o contrato com aFórmula 1 após a corrida deste domingo, quando só seis carrosdisputaram o Grande Prêmio após a retirada, por razões de segurança,de todas as escuderias que usam pneus Michelin. O diretor do circuito, Tony George, afirmou que se sente "tãovítima quanto os espectadores", que reagiram indignados ao perceberque não assistiriam ao espetáculo da Fórmula 1. George disse que serão apresentadas reclamações aos responsáveispela Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e afabricante de pneus Michelin. O chefe de operações do circuito, Joie Chitwood, considerou o episódio um retrocesso no processo de promoção da Fórmula 1 nos Estados Unidos. Chitwood não descartou a hipótese de que a corrida de domingotenha sido a última da Fórmula 1 no circuito de Indianápolis, ondeforam disputados seis Grandes Prêmios. "Somos tão vítimas quanto os espectadores", afirmou Chitwoodd,que diz ter sofrido a maior decepção desde que começou a organizarcompetições esportivas e anunciou que talvez o valor dos ingressosseja devolvido aos espectadores. Sete equipes - todas as que utilizam pneus Michelin - seretiraram da corrida de Indianápolis após a volta de apresentação,por não ter conseguido um acordo para utilizar, por razões desegurança, um novo jogo de pneus que seria levado de urgência deavião. O alemão Michael Schumacher e o brasileiro Rubens Barrichelloconseguiram uma dobradinha para a Ferrari e o português TiagoMonteiro, da Jordan, ficou em terceiro. O indiano Narain Karthikeyan(Jordan) ficou em quarto e as Minardi do holandês Christijan Alberse do austríaco Patrick Friesacher chegaram em quinto e sexto lugar,respectivamente. Todas as escuderias que participaram do Grande Prêmio deIndianápolis neste domingo usam pneus Bridgestone. Os responsáveispelo circuito de Indianápolis estão estimulando os espectadores afazerem queixas através dos sites da Michelin, da FIA e da Fórmula1.

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