Indy: adversários torcem contra Gil

A tarefa de Kenny Brack é dura. Além de fazer uma ótima corrida - de preferência vencê-la -, o sueco precisa torcer para que a história se repita e Gil de Ferran, que não passou da primeira volta nos dois últimos anos, novamente tenha azar nas ruas de Surfer´s Paradise, onde acontece o GP da Austrália de Fórmula Indy neste domingo. Fé não lhe falta: "Acredito na tradição e espero que ela se mantenha."De sua parte, Brack, segundo colocado na prova da Austrália do ano passado (o vencedor foi o mexicano Adrian Fernandez), pretende fazer "uma corrida limpa e pontuar, de preferência na frente do Gil e do Hélio (Castro Neves, o outro piloto que tem chances de ser campeão)"."O futuro é agora. Mas não acho que tenho de fazer nada diferente do que em outros circuitos de rua", diz Brack. Mas ele tem sim: conseguir um bom resultado. Dos 153 pontos que somou até agora, apenas 37 foram conquistados em traçados mistos. Os outros 116 foram em ovais, assim como suas quatro vitórias na temporada.Quem também fala em não inventar moda é Hélio Castro Neves. Apesar da chance remota de ser campeão, ele diz que não bolou nenhuma supertática. "Nas últimas duas corridas, a equipe tentou milagre e a estratégia foi horrível. Não adianta inventar, não inventamos o ano inteiro", lembra o brasileiro.Quinto colocado em Houston e sexto em Laguna Seca, Helinho lamenta que na última etapa tenha sido orientado a fazer um pit stop a mais que o previsto, entrando nos boxes antes dos outros pilotos e, no final das contas, perdendo tempo. "Eram duas corridas para subir no pódio fácil." Esforçando-se para manter a esperança nas chances que como ele próprio admite, "não são grandes", Helinho lamenta que hoje esteja 38 pontos atrás de seu companheiro na Penske, Gil de Ferran, sobre o qual chegou a ter 30 pontos de vantagem no começo do ano. Apesar da timidez nas palavras, para não criticar muito os companheiros de trabalho, ele deixa claro que, no seu entender, a culpa é da equipe: "A minha parte eu fiz." Com o tempo de 1min36s997, Helinho foi o segundo mais rápido no treino livre de sexta-feira, atrás do norte-americano Jimmy Vasser (1min36s911) e à frente do mexicano Adrian Fernandez (1min37s442). Mas esses tempos pouco valem. Por causa da chuva, apenas uma sessão foi realizada. Como a previsão meteorológica indicava tempo bom para a corrida e o qualifying, praticamente ninguém entrou na pista para a segunda bateria porque seria perda de tempo acertar o carro em tais condições. Além disso, o treino de sexta não valia para classificação.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2001 | 17h03

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