Indy: Brack mostra força nos ovais

O sueco Kenny Brack aproveitou bem o fato de as últimas três corridas (Nazareth, Motegi e Milwaukee) terem sido disputadas em circuitos ovais, nos quais o chassis Lola de seu carro costuma ter rendimento melhor que o Reynard. O desafio, agora, é manter a vantagem que conquistou na liderança do campeonato nas próximas quatro provas (Detroit, Portland, Cleveland e Toronto), todas em traçados mistos."Não estou numa posição confortável", avaliou o sueco. "A posição é boa, mas ainda é cedo. Os outros não vão ficar assistindo.A Penske vai estar forte nos mistos." A Penske, equipe dos brasileiros Hélio Castro Neves e Gil de Ferran, usa chassis Reynard.Brack está na liderança não só por vencer duas provas seguidas em oval, mas também por conseguuir bons resultados nos mistos (em Monterrey, primeira etapa do campeoanto, foi segundo, atrás do brasileiro Cristiano da Matta). Segundo ele, os treinos de pré-temporada não foram bons nos mistos, o que deixou a equipe Rahal preocupada. Mas o resultado está sendo satisfatório: "O carro é bom." Sobre a disputa que causou a batida entre Hélio Castro Neves e Cristiano da Matta na primeira curva, Brack contou que nem sentiu sua roda tocar a de Helinho. Mas disse que o brasileiro foi o culpado: "A culpa não pode ter sido de nenhum outro, só estávamos nós dois na primeira fila. Não sei como não batemos, mas foi por muito, muito pouco." Sentado a seu lado na coletiva de imprensa, Michael Andretti disse, brincando: "Eu é que não sei por que vocês não bateram." Se isso tivesse acontecido, Michael teria tido boas chances de assumir a ponta e vencer a corrida.

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