Celso Junior/AE
Celso Junior/AE

Indy define até início de agosto se terá prova no Brasil

Terry Angstadt, presidente da divisão de competições da categoria, analisa projetos de cidades brasileiras

Brás Henrique, Agencia Estado

21 de julho de 2009 | 16h07

A organização da Fórmula Indy decidirá até o dia 1.º de agosto se o Brasil terá lugar no calendário da categoria em 2010. Ribeirão Preto, Campinas e Rio de Janeiro - todas com circuitos de rua - lutam pelo direito de receber uma prova.

Nesta terça, Terry Angstadt, presidente da divisão de competições do campeonato, esteve em Ribeirão Preto e em Campinas para analisar os projetos. Na quarta-feira, ele irá para o Rio de Janeiro. Durante as avaliações, o dirigente evitou falar em favoritismo, mas deu a entender que uma etapa brasileira está Perto de acontecer. "O favorito é o País", disse.

Na próxima semana, Angstadt participará de reuniões com Tony Coltman e Brian Barnard, diretores de competições da categoria. A partir destas reuniões, será decidido se haverá uma sede brasileira. Existe até mesmo a possibilidade de duas provas acontecerem no País.

Na segunda-feira, o piloto Hélio Castroneves encontrou-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Helinho saiu do encontro otimista, dizendo que Lula garantiu uma etapa brasileira na abertura da próxima temporada.

Para viabilizar uma prova em Ribeirão Preto, a prefeitura desembolsaria R$ 5 milhões em obras de infraestrutura nos próximos meses (para um compromisso de realizar provas durante cinco anos), de um total de R$ 40 milhões necessários para organizar o evento - o restante estaria por conta de promotores da iniciativa privada.

"Esse investimento é muito baixo pelo retorno financeiro, pela injeção de dólares e fomento da economia local", afirmou a prefeita Dárcy Vera (DEM). "Sinto a vontade do governo brasileiro em divulgar o nosso etanol e Ribeirão Preto é o palco ideal para isso, porque é a capital mundial do etanol", disse.

A Indy é a única entre as principais categorias do automobilismo mundial a ter todos os carros utilizando combustível alternativo - atualmente, uma mistura do etanol de cana-de-açúcar brasileiro com o de milho norte-americano.

O Brasil recebeu provas da categoria norte-americana - ainda na época da divisão entre IRL e Cart - entre 1996 e 2000. Na época, as corridas aconteceram no anel externo do circuito de Jacarepaguá, no Rio. Atualmente, só Motegi, no Japão, tem um prova fora do eixo Estados Unidos-Canadá.

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