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Indy pode suspender prova na Europa

Não poderia ser pior o clima para a estréia oficial da Fórmula Indy na Europa. Os primeiros treinos marcados para amanhã de manhã no circuito de Lausitz, na Alemanha, estão ameaçados. A realização da prova não foi oficialmente confirmada pela Cart e depende de liberação do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que teme que cidadãos americanos estejam em risco na Alemanha. A lista de problemas é grande: Michael Andretti, americano melhor colocado na categoria não tinha conseguido sair de seu país até esta quarta-feira à noite, assim como quatro chefes de equipe e um quarto do pessoal da Cart. Eles tentavam sair dos Estados Unidos pelo Canadá em um avião particular. Se isso tudo não bastasse, ainda há o problema da chuva, que caiu insistentemente hoje no circuito oval, localizado a pouco mais de 50 quilômetros de Dresden, sudeste da Alemanha, e já virou uma ameaça à prova. "Vamos acordar amanhã, ir para o autódromo e ver o que acontece. Não temos nenhuma confirmação de que vai ou não vai haver a prova", disse o brasileiro Gil de Ferran, líder do campeonato com 115 pontos, resumindo o clima para a realização da prova. Hoje à tarde, a Cart convocou uma coletiva para explicar os reflexos dos atentados nos EUA terça-feira na categoria. Segundo a direção da Cart, o grupo de pilotos, mecânicos e pessoal de apoio que acompanha a categoria na Alemanha pode ser considerado como o maior agrupamento de civis norte-americanos fora dos Estados Unidos: aproximadamente mil pessoas. A direção da Cart chegou até a pedir para que o dado não fosse divulgado para não atrair a atenção de terroristas. Temendo atentados, a organização da prova já anunciou um aumento no efetivo de segurança no autódromo e nos sete hotéis onde estão os norte-americanos envolvidos no evento. No meio da tarde, os organizadores da prova na Alemanha chegaram a anunciar hoje que a prova estava confirmada. Mas a Cart não confirmou a informação. Independentemente do perigo, os americanos estão assustados. Hoje, mecânicos e até alguns pilotos passaram várias vezes pela sala de imprensa do autódromo de Lausitz para saber maiores informações sobre os atentados de terça-feira. "O irmão de uma funcionária da Penske trabalhava no World Trade Center, mas estava viajando na terça-feira. Mas todo mundo está muito abatido com o que aconteceu", diz Gil de Ferran.Vários eventos esportivos nos Estados Unidos já foram cancelados por causa dos atentados de terça-feira. A última prova da IRL já foi cancelada. A Nascar, categoria mais popular do automobilismo norte-americano, cancelou os treinos para a corrida do final de semana e só terá a prova no domingo. Jogos da Major League Baseball também foram adiados.A prova de Lausitz é a primeira da história da Indy no continente europeu. A segunda está marcada para o dia 22, em Rockingham, na Inglaterra. Um eventual cancelamento da corrida na Alemanha seria trágico para a Cart, que aposta nas corridas européias para ampliar o mercado da categoria, encolhendo a cada ano nos Estados Unidos com o crescimento da rival IRL.

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