Indy promete surpreender os europeus

Depois da vitória do brasileiro Roberto Moreno no GP de Vancouver, domingo, a Cart se prepara agora para o avanço mais ousado de sua trajetória. As próximas duas etapas do campeonato serão disputadas na Europa, um fato inédito para uma categoria ligada historicamente aos Estados Unidos. Prontos para desbravar esse novo território, os pilotos garantem: os europeus vão adorar a Fórmula Indy.Os países escolhidos pela Cart para essa primeira incursão são dois centros do automobilismo mundial. No dia 15 de setembro acontece a etapa da Alemanha, na cidade de Lausitz. No fim de semana seguinte é a vez da Inglaterra, que recebe a Indy no circuito de Rockingham, em Corby.A principal arma que a Indy está usando para conquistar os europeus é o próprio circuito a ser utilizado, tanto na Alemanha quanto na Inglaterra. São dois ovais. "Não estamos imitando ninguém. Estamos levando uma coisa nova para lá. Eles não conhecem esse tipo de pista", explica o brasileiro Mauricio Gulgemin, que tem 38 anos e é um dos pilotos mais antigos da categoria - está na sua nona temporada.Assim como Gugelmin, Roberto Moreno é um dos veteranos da Indy. Aos 42 anos, sendo oito só na categoria, ele pôde acompanhar de perto essa internacionalização. "A Indy está mudando bastante nos últimos cincos anos. É só você ver a invasão dos brasileiros (são nove pilotos atualmente). Essa expansão é um progresso natural", avalia o vencedor do GP de Vancouver, confirmando que o mercado norte-americano já estava saturado. Era preciso buscar novos espaços.Atualmente, a Indy tem cinco pilotos da Europa. São dois italianos (Max Papis e Alex Zanardi), um sueco (Kenny Brack), um espanhol (Oriol Servia) e um escocês (Dario Franchitti). Brack, que está na segunda posição do campeonato, empatado com o brasileiro Hélio Castro Neves com 110 pontos (o líder também é do Brasil, Gil de Ferran, que está com 115), manda um aviso para o público europeu. "Eles vão gostar do que irão ver", convida ele.Quem resume bem a expectativa geral dos pilotos com essa expansão européia é Christian Fittipaldi, que já está há sete anos na Indy. "Para a gente, esse avanço é ótimo. Teremos duas oportunidades de mostrar aos europeus o show da Indy", afirma o brasileiro.Além da experiência inédita para o público, as duas próximas etapas serão uma novidade para os pilotos e as equipes. Afinal, como não faziam parte do calendário, ninguém conhece direito os circuitos na Alemanha e na Inglaterra. "Mas acho que isso não será problema. O aprendizado é rápido", revela Helinho. "Tem muito tempo de treino. Ainda mais por ser em oval, um tipo de pista que permite uma fácil adaptação", completa Christian.

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