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Indy satisfeita com provas na Europa

Apesar das semanas conturbadas pela ameaça terrorista, o acidente de Alessandro Zanardi e as irritantes chuvas, a Formula Indy volta da Europa com a constatação de que um novo mercado pode ser aberto, já que nos Estados Unidos, a categoria sofre cada vez mais com a concorrência da Indy Racing League (IRL). As etapas européias estão garantidas para o ano que vem, mas podem mudar de data para fugir das chuvas.Em termos de público, não há o que reclamar. Na prova alemã de Lausitz, dia 15, mais de 87 mil pessoas assistiram a corrida e o público total no final de semana beirou as 150 mil pessoas. Sábado, em Rockingham, Inglaterra, 38 mil pessoas viram a prova, apesar da expectativa de cancelamento por causa dos problemas na pista.As provas na Europa conseguiram pegar o público que gosta de automobilismo, mas ainda não ultrapassou estes limites. Em todo o continente, as corridas são transmitidas por canais a cabo, como a Eurosport. Em jornais, o espaço dedicado foi grande, principalmente na Inglaterra. No sábado, jornais sérios como o The Times e o The Independent dedicavam quase uma pagina inteira para a primeira corrida da Indy no país, sempre lembrando o grande marketing da Cart: ter carros mais rápidos que os da F-1."Para o torcedor que realmente gosta de automobilismo, ver a Cart e bem mais interessante do que assistir a F-1 no autódromo. Você pode ter contato com os pilotos, conversar, pedir autógrafo. Na F-1 é absolutamente impossível chegar perto de Michael Schumacher ", disse o sueco Thomas Jorgessen, que liderava um grupo de fãs de Kenny Brack, vestidos com camisas da Suécia e perucas azuis e amarelas na prova da Alemanha. Para criar mais contato com o público europeu, a Cart programou prolongadas sessões de autógrafos com os pilotos nos dois circuitos."Para o público europeu, foi ótimo. Eles só conheciam a Indy pela televisão e não tinham idéia nenhuma sobre como seria uma prova em um circuito oval", elogiou Kenny Brack. "Apesar de todos os problemas que tivemos nas duas semanas, foi ótimo. A estrutura era perfeita e o público apareceu. Espero que esse processo da Cart na Europa continue cada vez mais, só que as provas deveriam mudar de data. Em setembro, fica quase inviável por causa das chuvas", diz Gil de Ferran.De fato, a chuva foi a grande inimiga da Indy na Europa.Na primeira semana, em Lausitz, elas impediram a realização dos treinos de quinta-feira e de metade dos de sexta. Na Inglaterra, o problema foi mais complicado. O autódromo de Rockingham tinha falhas no escoamento de água, que acabava brotando do asfalto mesmo em dias sem nenhuma chuva. O problema, que cancelou os treinos de quinta e sexta, fez com que os organizadores tivessem um prejuízo de mais de 2,5 milhões de libras, metade deles com devolução do dinheiro do ingresso.Ainda assim, a prova não deve mudar de local no ano que vem. O contrato da direção do autódromo com a Cart tem a duração de seis anos. O problema para o ano que vem será o calendário. Até agora, a Cart não divulgou os planos para o ano que vem, em parte porque tenta criar uma nova organização das datas. As provas européias podem passar para a primeira quinzena de maio, antes das 500 Milhas de Indianápolis, ou para a primeira de junho, depois da mais tradicional prova americana.

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