Indy: todos estão de olho na Ganassi

Depois da vitória do canadense Patrick Carpentier nas 500 Milhas de Michigan, domingo, a Fórmula Indy chegou à metade de sua temporada - já foram realizadas 10 das 20 etapas. A disputa pelo título ainda está completamente indefinida, mas agora é a hora que o mercado começa a se agitar e as negocições de contrato para o próximo campeonato esquentam. Por enquanto, todo mundo está de olho na equipe Ganassi, que é uma das principais da categoria e tem uma vaga aberta para 2002.A prova de que o mercado já está agitado foi dada na semana passada, quando a Player´s anunciou a renovação de contrato de Carpentier por mais um ano. O acordo foi fechado antes mesmo da sua vitória em Michigan. "Se eu soubesse que iria ganhar esta prova, teria esperado um pouco mais para negociar", brincou o canadense, que irá para a sua 5a temporada na equipe.Ao lado da atual campeã Penske, que pretende manter os brasileiros Gil de Ferran e Helio Castro Neves no próximo Mundial, a Ganassi é a principal equipe atualmente na Indy. Afinal, ganhou quatro dos últimos cinco campeonatos. Um dos seus pilotos nesta temporada também é do Brasil, Bruno Junqueira. Ele está em seu primeiro ano na categoria e deve continuar em 2002. Mesmo porque, está conseguindo alguns bons resultados.O outro piloto da Ganassi é o norte-americano Memo Gidley. Ele substituiu o francês Nicolas Minassian, demitido em junho, e está na equipe há apenas três etapas. Como seu contrato é por corrida, a vaga está aberta para o Mundial de 2002. O próprio Memo tem chances de mantê-la, mas vai ser difícil: tem muita gente querendo seu lugar.Os brasileiros Christian Fittipaldi e Tony Kanaan são dois que estão de olho na vaga de Memo. O contrato de Tony com a Mo Nunn Racing acaba esse ano, mas a equipe tem a opção de renová-lo por mais um. Como depende da vontade do dono da equipe em querer mantê-lo ou não, ele já trabalha com a possibilidade de mudança. O momento é de conversar nos bastidores para não ficar a pé no futuro.O contrato de Christian com a Newman-Haas é outro que acaba esse ano. Como ele já está há 6 temporadas na equipe e o entrosamento é grande, as chances de permanecer são boas. Mas o brasileiro quer renovar por 2 ou 3 anos e não por apenas 1 como tem sido feito ultimamente. E, como a fase é mesmo de muita conversa, Christian trabalha com outras duas possibilidades: a Ganassi e a Kool Green, já que o vínculo com o escocês Dario Franchitti também termina agora.Quem admite já estar negociando para a próxima temporada é o brasileiro Max Wilson. Apesar de correr nnuma equipe pequena, a Arciero-Blair, ele pretende ficar onde está. "Já houve algumas conversas e devo continuar aqui. A equipe está crescendo aos poucos e eu estou crescendo junto com ela", explicou o piloto, que está disputando o seu primeiro campeonato na Indy.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.