Indy volta aos circuitos ovais

Depois de quatro etapas em circuitos mistos, a Fórmula Indy volta aos ovais neste final de semana. Nesta sexta-feira começam os treinos para as 500 Milhas de Michigan e no sábado à tarde, será definido o grid de largada. A corrida, a 10a do Mundial, será realizada a partir das 14h30 (horário de Brasília) de domingo, na pequena cidade de Brooklyn (distante cerca de 120 km de Detroit), nos Estados Unidos. O circuito de Michigan é um superspeedway, nome dado aos ovais em que os carros atingem uma velocidade muito grande - no caso, ultrapassam os 370 km/h. A corrida de domingo terá 250 voltas na pista de 2 milhas (3.128 metros) de extensão. Foi nessa prova, em Brooklyn, que o Brasil conseguiu a sua primeira vitória na Indy. Em 1985, Emerson Fittipaldi ganhou as 500 Milhas. "É um dos circuitos mais rápidos do mundo e é feito quase todo com o pé lá embaixo", afirma o brasileiro Tony Kanaan, que conseguiu a sua única vitória na Indy justamente nas 500 Milhas de Michigan, em 99. "O segredo para ganhar uma prova em superspeedways como esse é conseguir ter um carro rápido nas últimas 100 milhas da corrida, pois é quando as coisas realmente são decididas", explica Christian Fittipaldi. Para outro piloto do Brasil, Cristiano da Matta, é preciso estar bem preparado psicologicamente para correr num oval como o de Michigan. "A prova requer muita concentração, pois são muitos carros ao seu redor e você está andando realmente muito rápido. As 500 Milhas não me cansam muito fisicamente, mas mentalmente o desgaste é grande", revela o brasileiro. Apesar das 500 Milhas ser uma das mais tradicionais corridas da temporada, esta será a última prova da Indy no circuito de Michigan, que recebe etapas da categoria desde 1968. O contrato entre a Cart e os organizadores do evento acaba esse ano e não houve acordo financeiro para a renovação. Estréia - Enquanto a Indy se despede de Michigan, esta será a primeira vez do brasileiro Max Wilson num circuito superspeedway. Novato na categoria, ele não esconde que sente uma certa curioridade com o que vai encontrar a partir desta sexta-feira. "É uma coisa nova para mim. Perguntei aos outros pilotos e eles me disseram que é mais fácil dirigir num oval grande como esse do que num pequeno. Vamos ver", disse ele. Retrospecto - Os pilotos brasileiros ainda não venceram em circuitos ovais nesta temporada. O primeiro colocado em Nazareth foi o novato Scott Dixon (Nova Zelândia), enquanto o sueco Kenny Brack ganhou no Japão e em Milwaukee. Por conta dessas duas vitórias, Brack lidera o Mundial com 84 pontos. Em segundo lugar aparece o norte-americano Michael Andretti, que chegou aos 73 após conquistar o GP de Toronto domingo passado. Com 70, Hélio Castro Neves está na terceira posição.

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