Interlagos passa no teste da chuva

A forte chuva que alagou vários bairros da cidade de São Paulo na tarde desta terça-feira permitiu que a equipe que trabalha na reforma do Autódromo de Interlagos para o GP Brasil de Fórmula 1 testasse o novo sistema de drenagem da pista. O ponto mais crítico, o "Muro do Berger", teve sua tubulação limpa e ampliada. O objetivo é impedir a repetição do incidente do ano passado, quando dias antes da corrida a brita invadiu a pista depois de um temporal. O problema voltou a se repetir este ano, durante a realização das Mil Milhas, em janeiro, a ponto da brita ter de ser retirada com ajuda de caminhões e o início da prova atrasar em três horas. "A chuva acabou permitindo que fizéssemos um teste prévio", disse o diretor de prova, Carlos Montagner. Segundo ele, mesmo os pontos mais críticos não apresentaram alagamento nem a invasão da brita que atrapalhou as últimas competições no local.Outro problema que os organizadores esperam ter solucionado são as ondulações da pista. Em 2000, durante a gestão do prefeito Celso Pitta, o município gastou R$ 5 milhões na reforma total do asfalto que, no entanto, recebeu severas críticas dos pilotos. Segundo Montagner, depois do GP do ano passado, a empresa responsável pela obra refez, sem cobrar, o trecho de 200 metros, entre a reta dos boxes e a linha de largada.Também houve uma preocupação com as placas de publicidade, que caíram na pista nos treinos de classificação do ano passado. Depois do incidente, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estabeleceu regras para a fixação. O organizador da prova, Tamas Rohonyi, garante que os critérios foram observados com rigor. Outro item que recebeu atenção foi a segurança dos bandeirinhas. As "gaiolas" de aço, que servirão como proteção, foram reforçadas.

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