Interlagos passa por ensaio geral

O Autódromo de Interlagos passou neste sábado por um completo ensaio geral, com simulações de procedimentos e problemas que eventualmente podem acontecer durante a realização do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no dia 31. Foram envolvidos os setores de organização técnica e desportiva do evento. Por cerca de duas horas, as equipes médica, de resgate, bombeiros e sinalização criaram situações, como a largada, trabalhando de acordo com as regras determinadas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). "Correu tudo bem. Dentro do esperado. Estamos afinados", declarou o diretor de prova, Carlos Montagner. Para executar os testes, sete carros da Fórmula Júnior, categoria promovida pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), estiveram na pista. Controlando e atuando na parte de estrutura, foram quase 300 pessoas reunidas - no dia da disputa, serão 608 credenciados em ação. "Não havia a necessidade de trazer todo mundo. Trouxemos o suficiente para desenvolver a proposta do ensaio, que é juntar todas as áreas para agir nos momentos específicos", explicou Montagner. Nas últimas semanas, ensaios de times distintos, como resgate a pé e motorizado, estiveram treinando para o GP. O diretor ainda explicou que a maioria dos voluntários que trabalham com a CBA já estão ligadas à entidade há algum tempo. Por isso, possuem conhecimento e executam as funções exigidas sem dificuldades, apenas adaptando-se às mudanças impostas pela FIA. "O maior número sabe o que fazer. É um pessoal nosso." Entre as simulações realizadas neste sábado, a principal foi a de um acidente com o deslocamento da ambulância para esse ponto, com o primeiro atendimento no local e a posterior transferência para o Centro Médico. Somente a remoção por helicóptero não aconteceu em decorrência da falta de condições na pista, que ainda precisa de certos reparos. Mas a equipe médica considerou o ensaio satisfatório. Problemas iguais ao que Rubens Barrichello enfrentou em 2001, quando sua Ferrari parou ao lado da saída dos boxes, foram também previstos. Nesses casos, os "empurradores" fazem o serviço. "Ensaiamos tudo o que foi possível. Não queremos que nada atrapalhe ou interrompa a prova", declarou Montagner. E enquanto os testes aconteciam, uma equipe de tecnologia circulava no meio dos envolvidos com a parte técnica e desportiva. Eles tratavam da instalação de 32 câmeras digitais que filmarão e enviarão imagens de vários pontos dos 4.309 metros do autódromo, além das arquibancadas. É a primeira vez que o GP conta com esse tipo de reforço de visualização, que vai auxiliar nas decisões dos organizadores. ?Vou poder acompanhar com detalhes e orientar melhor os procedimentos. As indicações para o pessoal que vai estar na pista será mais fácil. Dá para pedir que eles, por exemplo, movam um carro para trás ou para a frente. Vou ter condição de saber o que é melhor, correto, sem qualquer dúvida e repassar lá para baixo", afirmou Montagner, que dirige a prova do alto da torre de controle. Antes, eram somente as câmeras da Rede Globo, dona dos direitos, que enviavam as imagens. Só que o seu equipamento é dinâmico e, agora, as novas câmeras instaladas ficam em lugares fixos - como boxes e postos de controle. "Juntando as duas situações (a Globo vai continuar a mandar as imagens), teremos uma ampla visão de tudo", comemorou o diretor da prova, responsável pela escolha dos pontos estratégicos para colocação das câmeras. Operários também permanecem espalhados por Interlagos. A hora, segundo a organização, é de fazer os reparos finais. São acertos na pista - sistema de drenagem, nivelamento das áreas de escape etc.. - que estão sendo acabadas. "Há dez dias, estava preocupado. Mas agora estou mais tranqüilo. Tudo está sendo feito da maneira certa e será entregue a tempo", disse Montagner. A previsão é de que a pista seja liberada, totalmente pronta, na quarta ou quinta-feira da semana que vem.

Agencia Estado,

16 Março 2002 | 14h00

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