Helvio Romero/AE - 10/9/2010
Helvio Romero/AE - 10/9/2010

Interlagos passa por simulação para o GP do Brasil

As obras em 2010 consumiram R$ 22 milhões, mas autódromo corre risco de deixar a F-1 no futuro

AE, Agência Estado

23 de outubro de 2010 | 19h05

Todos os testes foram feitos neste sábado, em uma simulação de corrida no autódromo de Interlagos, e tanto os promotores do GP do Brasil de Fórmula 1 quanto o prefeito Gilberto Kassab estão esperançosos de que o evento será um sucesso. Só falta convencer o chefão da categoria, Bernie Ecclestone, que já atribuiu ao autódromo paulistano a pecha de pior do calendário da F-1.

Indagado se teme a exclusão de São Paulo dos planos da F-1, Kassab manifestou segurança. "Não acredito (na exclusão). Até porque a cidade de São Paulo tem muito interesse em permanecer no calendário e vem investindo muito para isso. Os organizadores da F-1 também têm interesse na corrida aqui. Afinal, São Paulo é uma das maiores cidades do mundo. Não há razão para o Brasil ficar fora do circuito".

Foram instalados de forma permanente 221 metros de "softwall", muros dotados com tecnologia de absorção de impacto. Outras medidas de segurança foram a utilização de uma nova tinta antiderrapante em toda a extensão do circuito e a colocação de 220 metros quadrados de grama sintética nas áreas de escape.

As queixas de Ecclestone, bem como a de boa parte dos pilotos e dirigentes de escuderias, voltam-se para a falta de conforto nas dependências do autódromo, decorrência da concepção antiga da construção. O problema só poderá ser sanado com reforma ampla, que está prevista, mas ainda não foi iniciada.

Kassab promete a elaboração de um novo Plano Diretor para o autódromo até o fim do ano. O atual exige média de R$ 10 milhões de investimento por ano. As obras em 2010 consumiram R$ 22 milhões. O Plano Diretor envolve metas prioritárias e priorizam obras permanentes.

O conceito de arquibancadas tubulares, que exigiam gastos com montagem e desmontagem todos os anos, por exemplo, foi revisto. Outro item de segurança trabalhado foi a drenagem, sobretudo no fim da reta oposta, saída do Lago, saída do Laranjinha do lado esquerdo e nas curvas da Junção e do Café.

Os testes envolveram 687 pessoas, entre bombeiros, fiscais e médicos. Os carros de Fórmula 3 e do modelo Alpie utilizados na simulação ontem largaram com tanques cheios, já que este ano será o primeiro sem reabastecimento dos Fórmula 1 em Interlagos.

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