Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Autódromo passa por uma das três maiores reformas da história

Atual intervenção se compara às realizadas em 1989 e anos 1970

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2015 | 17h00

No ano em que completou 75 anos de inauguração Interlagos passa pela terceira grande reforma da história. Na data do aniversário de abertura, 12 de maio, a pista estava em obras e assim como as duas grandes revitalizações anteriores, é a Fórmula 1 que tem norteado mais uma modernização no autódromo mais antigo e tradicional do Brasil.

Na virada da década de 1960 para 1970 o circuito começou a trocar a estrutura rústica para ficar mais moderno e dentro dos padrões internacionais, com o intuito de atrair eventos. A partir de 1967 a prefeitura iniciou a construção de boxes e o recapeamento da pista. Interlagos voltou a receber provas três anos depois, meios inacabado, e no ano seguinte a colocação de alambrados, obras no acesso ao autódromo e construção de prédios com cabines de rádios possibilitou a chegada da Fórmula 1 ao Brasil, em 1972.

As vitórias de Emerson Fittipaldi e José Carlos Pace na pista de quase 8 km de extensão atraíram fãs para o automobilismo, mas com o tempo a cidade deixou de ter dinheiro para continuar como sede do GP e na década de 1990, perdeu a disputa para o Rio de Janeiro.

Até que em 1989 foi a vez da capital fluminense ter o mesmo problema e uma nova grande reforma teve de ser feita em Interlagos para se encaixar aos padrões da Fórmula 1.

O longo traçado era inadequado para os padrões da categoria e a pista passou a ter 4,3 km, extensão mantida até os dias atuais. Novos boxes, torre de cronometragem, centro médico e instalações de apoio foram erguidos e tais condições levaram o circuito a ser palco do GP de Brasil desde 1990.

Nos últimos 25 anos o circuito ganhou retoques em setores como as áreas de escape, arquibancadas, zebras drenagem e muros. Mas uma revitalização mais profunda começou para valer a partir de 2014, quando a troca do asfalto e retoques no ‘S’ do Senna e na entrada dos boxes abriram a primeira de três etapas dos trabalhos para solucionar o aspecto mais criticado pelos pilotos, o paddock.

"É a reforma que mais vai mudar a cara do autódromo, pela modernização, funcionalidade, pelo visual e até pela complexidade e abrangência", explicou ao Estado o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Roberto Garibe.

Antes dessa última intervenção começar, o projeto inicial previa a transferência do local de largada e os boxes para a reta oposta. A prefeitura abandonou a ideia para evitar a descaracterização da pista.

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