Interlagos pronto para teste da FIA

Está tudo praticamente pronto para o "teste de laboratório" que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pretende promover durante os três dias de Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. A entidade estará avaliando se o uso de áreas de escape de asfalto é mais seguro do que as tradicionais de brita. O Autódromo de Interlagos está sendo o primeiro a promover esta mudança que, se apresentar bons resultados, poderá acarretar alterações em outras pistas a serem utilizadas nesta temporada. O delegado de segurança da FIA, Charlie Whitting, aproveitou esta quarta-feira para fazer uma vistoria prévia do circuito, que deverá ter a avaliação oficial nesta quinta-feira, provavelmente até o início da tarde. Centrou suas atenções nas curvas do S do Senna, Laranjinha, na entrada da reta oposta e na descida do lago, que ganharam escape com asfalto. Segundo o diretor de prova do GP do Brasil, Carlos Montagner, os resultados foram satisfatórios. As principais alterações deverão ser feitas no nivelamento da área de grama com a pista do lado direito do S do Senna, na Curva do Café e na subida da reta dos boxes. Na descida do lago, guindastes e veículos de apoio deverão atender novo posicionamento. Outra preocupação foi com o escoamento da água, uma vez que a vazão ficou dificultada com o acréscimo de asfalto. Segundo Montagner, as fortes chuvas que atingiram a capital nos últimos dias providenciaram o teste necessário e não houve problemas. F1 x dengue - Além da inspeção de Whitting, o autódromo também foi vistoriado pelo secretário municipal de Saúde da capital, Eduardo Jorge, que estava preocupado com a possibilidade de proliferação de focos de dengue por causa dos 100 mil pneus utilizados nas áreas de escape do circuito. A Prefeitura encaminhou quatro mil folhetos explicativos sobre a dengue para serem distribuídos entre pilotos, integrantes das escuderias e jornalistas estrangeiros, alertando para o problema. Na visita, Jorge constatou que a superfície das pilhas de pneus estava protegida por uma tela capaz de impedir a passagem dos mosquitos porém queria que a cobertura tomasse todos os pneus e não somente os de cima. Montagner disse que o pedido não poderia ser atendido. "Se a cobertura for até o chão haverá o perigo dos pilotos envolverem-se em um acidente, o carro enganchar na tela, ao bater na proteção e arrastar todo o bloco de pneus, o que seria perigoso."

Agencia Estado,

27 Março 2002 | 17h56

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