Interlagos vive um dia de calmaria

Foi um dia diferente na Fórmula 1. Ao invés de um esperado frenesi com a expectativa da decisão do título pelo espanhol Fernando Alonso e a luta do finlandês Kimi Raikkonen para manter a disputa até o fim datemporada, o que se via no paddock de Interlagos era uma calmaria jamais vista em uma quarta-feira que antecede a um Grande Prêmio do Brasil. Para se ter uma idéia, a Ferrari fechou seus boxes por volta das 15h45, encerrando seus rabalhos do dia. Na Renault, que nunca foi campeã na Fórmula 1, a ordem é manter a rotina e ignorar o fato de que pode decidir o título de pilotos já no Brasil."Estamos agindo como se essa fosse uma corrida comum. Até para que nenhuma pressão venha a nos atrapalhar", explicou o assessor deimprensa da Renault, Bradley Lord. No fim da tarde, todos os mecânicos da escuderia francesa deixaram Interlagos aparentando a maior calma do mundo assim que a tradicional garoa paulistana chegou. Na McLaren, Williams, Sauber e outras equipes, a mesma serenidade. Um pouco do tradicional burburinho só nos boxes da Toyota, mas os trabalhos, garantiam os mecânicos, corriam sem atropelos ou imprevistos.Quem aproveitou a rara oportunidade foi Antônio Pizzonia, da Williams. Depois de uma manhã de compromissos promocionais, o piloto brasileiro aproveitou o fato de ter à sua disposição uma moto da BMW para um ensaio fotográfico e deu várias voltas na pista de Interlagos, onde percebeu várias mudanças."Está bastante diferente. Tiraram o muro interno no S do Senna, o que vai facilitar a visibilidade dos carros da frente, enquanto nasaída da Junção colocaram asfalto em um trecho que era de grama, o que deixou a pista mais segura", contou Pizzonia.Mas o brasileiro ressaltou que asondulações da pista ainda existem, especialmente nos trechos que não passaram por recapeamento. Sobre a corrida, Pizzonia disse que suas aspirações, salvo algum imprevisto, são a de conquistar pontos. Veja a galeria de fotos GP do Brasil 2005

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