Erwin Scheriau/AFP
Erwin Scheriau/AFP

Internado em estado grave, Niki Lauda passa por transplante de pulmão

Austríaco tricampeão mundial de Fórmula 1 tem 69 anos e esteve afastado da categoria para cuidar da saúde

O Estado de S. Paulo

02 Agosto 2018 | 16h15

O tricampeão mundial de Fórmula 1, o austríaco Niki Lauda, está internado em estado grave na UTI de um hospital em Viena. O ex-piloto e atual diretor da Mercedes passou nesta quinta-feira por um transplante de pulmão para tentar se curar de uma forte infecção. Aos 69 anos, ele tem condições respiratórias delicadas desde 1976, quando sobreviveu a um grave acidente no GP da Alemanha.

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Segundo a agência de notícias austríaca APA, o estado de saúde do ex-piloto é grave. O hospital onde foi realizado o procedimento disse em nota que o transplante foi realizado com sucesso. "Por conta da severa condição pulmonar, Niki teve de ser submetido a um transplante no Hospital Geral de Viena. O trabalho foi completado com sucesso", diz a nota.

Lauda era presença constante no paddock da Mercedes em todos os GPs, porém se afastou dos compromissos nas duas últimas provas (Alemanha e Hungria). Na ocasião a justificativa era o tratamento de uma forte gripe. O ex-piloto construiu carreira também fora do automobilismo, ao tem como hobby principal a aviação e, inclusive, ser dono de uma companhia aérea que leva seu nome.

Campeão nas temporadas de 1975, 1977 e 1984, o austríaco teve a carreira marcada pelo grave acidente no GP da Alemanha de 1976. A sua Ferrari pegou fogo e ele passou quase um minuto preso pelas chamas. Internado durante seis semanas em um hospital, ele ainda voltaria a correr na mesma temporada, porém perderia o título por apenas um ponto para o rival, o inglês James Hunt. A história daquele campeonato inspirou o filme Rush, lançado em 2013.

Além das plásticas para reconstruir a pele e da condição pulmonar delicada, Lauda também teve outros problemas de saúde nos últimos anos. O ex-piloto precisou passar por dois transplantes de rim. Um desses procedimentos só foi viável graças à namorada, que lhe doou um órgão saudável.

 

 

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