Irritado com punição, Hamilton ironiza Raikkonen

Sobre a prova na Bélgica, inglês da McLaren diz que Kimi 'não tem colhões para frear tarde'

Livio Oricchio - O Estado de S. Paulo,

11 de setembro de 2008 | 15h51

O GP da Itália nem bem começou, no veloz circuito de Monza, e os pilotos já deram o tom do que vem pela frente. O piloto da McLaren Lewis Hamilton demonstrou revolta com a punição domingo, na Bélgica, por cortar a chicane e na seqüência ultrapassar Kimi Raikkonen, da Ferrari. Sobre a manobra, afirmou que "se ele não tem colhões para frear tarde é um problema dele".   Veja também: Punição a Lewis Hamilton foi justa, dizem pilotos  Alonso diz que concorda com punição a Hamilton    Os ânimos estão acirrados na Fórmula 1. E Hamilton optou por um caminho perigoso, ao desejar afrontar não só Raikkonen, pelo ocorrido no circuito de Spa-Francorchamps, mas vários colegas. Pode acabar isolado pelos demais pilotos. A maioria não se importou em expressão o que pensa da punição ao inglês.   O ataque de Hamilton a Raikkonen não terminou com a observação de que freia muito cedo. "Naquelas circunstâncias (asfalto escorregadio por causa da chuva) é o piloto quem pode sentir a aderência e levar o carro ao limite. E eu sei que sou grande nessas horas", afirmou o inglês, sem modéstia. "Sou mais capaz de sentir essa aderência que ele, sabia onde colocar o carro e o fiz em diferentes trajetórias das deles e a encontrei."   A imprensa perguntou a Hamilton o que pensava de ver os colegas condenando-o. E se irritou de novo. "Não falamos sobre isso na nossa reunião. E nós todos concordamos, sempre, com tudo? Nunca. Eles têm o direito de possuir sua opinião, é sempre fácil quando não se está envolvido ou você faz parte dos que não lutam pela vitória". Soou ofensivo para alguns.  

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