Irritado, Fernando Alonso não poupa críticas à Ferrari

Revoltado por perder a vice-liderança para Raikkonen, espanhol pede carro mais competitivo

Livio Oricchio - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2013 | 07h00

BUDAPESTE - Até Fernando Alonso, um defensor contumaz da direção da Ferrari, atacou a equipe, ontem, no circuito Hungaroring, depois de terminar o Grande Prêmio da Hungria em quinto lugar, 31 segundos atrás do vencedor, Lewis Hamilton, da Mercedes. Felipe Massa, companheiro do espanhol, recebeu um toque de Nico Rosberg, da Mercedes, na curva 5, logo depois da largada, perdeu parte do aerofólio dianteiro e recebeu a bandeirada apenas em oitavo.

Enquanto a Mercedes demonstrou impressionante evolução ao dominar a corrida mesmo sem ter treinado com os novos pneus Pirelli, a Ferrari andou para trás nas três últimas etapas - Canadá, Grã-Bretanha e Alemanha. "Não sou eu que desenho as novas peças do carro em Maranello", afirmou Alonso. "Hoje era para sermos sétimo, oitavo e ficamos em quinto e oitavo. Quando tivemos carro, eu e Felipe terminamos no pódio, como em Barcelona." Alonso nunca critica publicamente a Ferrari. É uma postura nova.

"O pessoal de pista, engenheiros, mecânicos, pilotos realizam um trabalho aceitável. Já aqueles que concebem as peças...", deixou no ar a crítica o piloto espanhol.

Visivelmente revoltado por perder a vice-liderança do campeonato para Kimi Raikkonen, da Lotus, e ver Sebastian Vettel, da Red Bull, o líder, ampliar a diferença na classificação, Alonso deu a receita para a Ferrari lutar pelo título nas nove etapas que restam: "A diferença de pontos ainda é recuperável, temos tempo e a equipe, potencial para reverter a situação. Basta introduzir componentes que, de fato, façam nosso carro ser mais rápido." E diagnosticou a perda de desempenho nas três últimas provas: "Nós nos perdemos no desenvolvimento do nosso carro. As novas peças não o melhoram em nada."

Massa fez uma avaliação positiva do fim de semana em Budapeste. Ele está sob exame de Stefano Domenicali, para poder ter o contrato renovado. "Disputei uma boa classificação (sétimo) e corri desde a largada com menos pressão aerodinâmica, além de o assoalho bater a traseira no chão. Diante de tudo isso o oitavo lugar é um bom resultado." Ele passará parte das férias no Brasil e depois levará o filho, de três anos, para conhecer a Disney, nos Estados Unidos.

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