Divulgação / W Series
Divulgação / W Series

Já protagonistas nas garagens, mulheres ainda buscam espaço nas pistas na F-1

Apenas cinco chegaram a disputar um GP da principal categoria de automobilismo

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2020 | 04h30

A pilota brasileira Bruna Tomaselli e suas futuras rivais na nova temporada da W Series terão que mostrar muitas habilidades na pista para realizarem o sonho de alcançar a Fórmula 1. E isso porque a presença das mulheres na pista ainda é um tabu na categoria, que só vem cedendo o domínio masculino nos bastidores e nas garagens das equipes.

Nos últimos anos, uma série de pilotas ganhou a oportunidade de atuar como piloto de testes e de desenvolvimento até de times grandes, sem sucesso. A maioria só conseguiu disputar raros treinos livres nos finais de semana de corrida. A britânica Susie Wolff foi quem chegou mais perto, como reserva da Williams. Em 2015, o titular Valtteri Bottas sofreu um mal-estar e foi vetado na Austrália, na primeira etapa do ano. Susie era a reserva imediata. Mesmo assim, o time escolheu o alemão Adrian Sutil para formar dupla com o brasileiro Felipe Massa no grid.

Outras pilotas também atuaram como reservas, caso da suíça Simona de Silvestro e das espanholas Carmen Jordá e María de Villota. Atualmente, duas estão dentro da F-1: a colombiana Tatiana Calderón, pela Alfa Romeo, e a britânica Jamie Chadwick, na Williams.

Se nas pistas a presença é quase rara, nas garagens as mulheres têm alcançado postos de relevância e comando. O ponto mais alto foi a chegada da indiana Monisha Kaltenborn ao cargo de chefe de equipe da Sauber, em 2010. Pela primeira vez, uma mulher atingiu tal posição na hierarquia das equipes.

Claire Williams, filha do lendário Frank Williams, comanda na prática a Williams. Mas oficialmente está abaixo do pai, afastado da categoria nos últimos anos em razão de problemas de saúde. Na Alfa Romeo, a britânica Ruth Buscombe ocupa a função de engenheira de estratégia do time.

Antes delas, as desbravadoras começaram a atuar na F-1 na década de 50. No total, apenas cinco conseguiram entrar num GP, sem registros de pole position e vitórias. Apenas uma delas, a italiana Lella Lombardi, somou ponto no campeonato.

As outras foram a também italiana Maria Teresa de Filippis. Disputou quatro provas pela Maserati em 1958. Lombardi esteve na categoria entre 1974 e 1976, ano em que a britânica Divina Galica iniciou as tentativas para disputar uma corrida. Em 1980, a Williams deu à sul-africana Desire Wilson uma única oportunidade de tentar correr. Ela falhou e ficou fora do grid do GP da Grã-Bretanha e nunca mais recebeu chances. E, em 1992, a italiana Giovanna Amati defendeu a equipe Brabham, sem destaque.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.