Edgar Su/Reuters
Edgar Su/Reuters

Jackie Stewart cobra duramente a Associação dos Pilotos

Para o tricampeão mundial, problemas com os pneus podem colocar a vida dos corredores em risco

LIVIO ORICCHIO - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2013 | 16h30

SILVESTONE - O escocês Jackie Stewart, três vezes campeão do mundo, disse ao Estado, hoje em Silverstone, depois da corrida vencida por Nico Rosberg, da Mercedes, que a GPDA, a associação dos pilotos, deve fazer todo tipo de pressão para que seja programado para o circuito de Silverstone, o mais breve possível, um teste de pneus para a Pirelli com todas as equipes. No GP da Grã-Bretanha, cinco pilotos tiveram problemas com pneus dechapados, sempre quando estavam em altíssimas velocidades. As extensas áreas de escape do autódromo impediram uma tragédia.

“Não estamos longe de ocorrer algo muito grave na Fórmula 1 novamente. É preciso agir agora. A GPDA tem de ser mais atuante, é a vida dos pilotos que está em jogo”, afirmou Stewart, o primeiro a levantar a bandeira da segurança na Fórmula 1, ainda no início dos anos 70. “Um teste com novos pneus daria a Pirelli e às equipes uma referência se esses pneus suportam as grandes forças que agem neles nessa pista, pois todos têm os dados do que vimos hoje aqui.”

Nesse sentido, a proposta que está ganhando corpo é a de transformar o teste dos jovens pilotos sem experiência na Fórmula 1, programado para Silverstone, entre os dias 17 e 19 de julho, para realizar o teste para a Pirelli. Mas não seria com os jovens pilotos, mas os pilotos titulares, mais experientes e com o conhecimento adquirido hoje. “É um ideia que deverá ser discutida nos próximos dias”, disse Stefano Domenicali, diretor da Ferrari.

E até mesmo profissinais contrários à mudança dos pneus, por causa de seus carros administrarem melhor as unidades atuais, como Eric Boullier, da Lotus, mudaram seu ponto de visto depois dos perigosos acidentes deste domingo. Questionado se, agora, aceitaria que a Pirelli fornecesse os pneus que desejava, de outra construção, e foi impedida por não haver unanimidade entre os representantes das escuderias, Boullier respondeu: “Sim”.

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