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Jaguar ainda espera por um comprador

Como se sente um chefe de equipe que já foi campeão do mundo com Nelson Piquet na Williams, em 1987 e, de repente, se vê coordenando o seu grupo de engenheiros e mecânicos para a última corrida na Fórmula 1? Esse é o caso do inglês David Stubbs, 48 anos, da Jaguar, escuderia que já anunciou o encerramento de suas atividades depois do GP Brasil. "Muito triste, principalmente porque depois das mudanças na chefia esse time se mostrou extremamente viável." Enquanto o ritmo nos boxes da organização inglesa não lembrava, hoje, em nada o de despedida, o delegado de segurança da Fórmula 1, Charlie Whiting, se inteirava com o diretor de prova, Carlos Montagner, das obras realizadas em Interlagos. "Hoje choveu bem, especialmente à noite, e vimos que a nova drenagem da Curva do Sol realmente está funcionando", afirmou Montagner. Os trabalhos de finalização do autódromo prosseguiam hoje, apesar de a chuva não dar uma trégua. "Saímos da Europa, que já começando a fazer frio, para vir a um país tropical e deparamos com esse tempo" brincava Pat Behar, responsável da FIA para as relações com os fotógrafos. O experiente Stubbs disse hoje não ser fácil viver uma situação como a atual da Jaguar. A Ford, dona da marca, decidiu não mais investir na Fórmula 1 e colocou a escuderia à venda. "Acho que domingo à noite, depois da corrida, vamos nos conscientizar melhor do que está se passando", falou. "Mas o que mais me impressiona é que para esses rapazes nada está acontecendo, sinto-os estimulado como se soubéssemos nosso futuro." As 65 pessoas da Jaguar e da Cosworth, a empresa da Ford que produz os motores para a Jaguar, Jordan e Minardi, terão folga de uma semana depois de regressarem à Inglaterra, terça-feira. "Vamos nos reunir na fábrica, em Milton Keynes, na segunda-feira seguinte, e em princípio nosso programa será como se fôssemos disputar o próximo Mundial", explicou o chefe da Jaguar. "O objetivo é fazer com que se aparecer um comprador a construção do carro de 2005 esteja já adiantada." A Jaguar participará até mesmo dos testes que se reiniciarão no fim de novembro e ao longo de dezembro. "Eu tenho a impressão que todos, aqui, têm certeza de que a Jaguar continuará existindo", comentou Stubbs. "A BAR colocou um enorme anúncio na revista Autosport, solicitando técnico para quase todas as áreas da equipe e pelo que soube poucos de nosso grupo se ofereceram." A maioria de seus integrantes é de profissionais bastante capazes, segundo o diretor da Jaguar. "No seu terceiro ano na Fórmula 1, em 1999, a Jaguar ainda era a Stewart, terminamos o campeonato de construtores em quarto." Para Stubbs, campeão do mundo pela primeira vez ainda em 1980, com o time de Frank Williams, há um motivo principal que explica o declínio da escuderia depois de a Ford a assumir, em 2000. "Tivemos diretores que não entendiam nada de Fórmula 1." A atual administração, chefiada por Tony Purnell, conseguiu o que a Jaguar só passou a ter ano passado: "A integração das várias áreas da equipe, nós, o time em sí, a Cosworth, e a PI (divisão eletrônica)."

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