Jean Todt elogia Massa e Barrichello

A Ferrari transformou-se, de repente, de equipe que vence tudo na Fórmula 1 em time que torce para seus adversários enfrentarem problemas a fim de poder chegar ao pódio. É um consenso: a maior dificuldade, este ano, são seus pneus. A Bridgestone, sua fornecedora, perdeu a concorrência para a Michelin. Nesta sexta, Jean Todt, diretor geral da Ferrari, disse que assinou o texto do regulamento que modificou a regra dos pneus. "Assim como já concordamos com várias outras alterações mesmo sem a certeza de que seriam úteis à Fórmula 1, a exemplo da volta única na classificação."Em conversa com parte da imprensa brasileira, um dos grandes responsáveis pela impressionante fase de conquistas da Ferrari nos últimos seis anos elogiou Felipe Massa, o substituto de Rubens Barrichello em 2006. "D´Agostini, técnico de motores, nos chamou a atenção para um menino que competia na Fórmula 3000 Européia. Massa veio com seu empresário, na época, Adriano Morini, e passamos a segui-lo mais de perto." O contrato com o piloto foi assinado ainda em 2001. Todt usa o dado para esclarecer rumores de que Massa vai correr na Ferrari, em 2006, não porque hoje seu empresário é Nicolas Todt, filho dele. "Massa tinha compromisso conosco desde 2001, quando Nicolas ainda não trabalhava com ele."Rubens Barrichello recebeu elogios: "É forte. Não é fácil competir ao lado de Michael Schumacher. Quis sair, deseja um novo desafio, ofereceram-lhe um contrato com mais anos que nós e a Ferrari não quer ninguém não totalmente satisfeito no grupo, por isso o liberamos." A respeito do futuro da equipe, deu uma dica: "Podemos renovar os contratos das pessoas que formam a estrutura da nossa organização." Os compromissos dos principais integrantes do time, Michael Schumacher, Rory Byrne, projetista, Ross Brawn, diretor-técnico, Paolo Martinelli e Gilles Simon, da área de motores, e o seu próprio terminam no fim da próxima temporada. "Eu cheguei na Ferrari (em 1993) e a equipe já era a com maior número de títulos, de vitórias e de poles. Quando saírmos, a Ferrari continuará sendo a Ferrari." O dirigente disse ter se emocionado ao visitar a Associação Meninos do Morumbi, quinta-feira. "Ao ver crianças como aquelas, trabalhos como o desenvolvido pela entidade, eu me pergunto o sentido de tudo o que nos cerca na Fórmula 1."

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