Arquivo/AE
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Jean Todt quer harmonia e organização se chegar à FIA

Candidato à presidência da entidade, francês opina ainda sobre o caso Briatore-Nelsinho e Alonso

EFE

25 de setembro de 2009 | 10h46

O francês Jean Todt, diretor esportivo da Ferrari durante muitos anos, quer harmonia e uma nova ordem organizacional se chega a suceder ao britânico Max Mosley à frente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), cargo para o qual é máximo favorito.

"Para o futuro minha ambição é a harmonia. A FIA, os responsáveis dos direitos comerciais e as equipes devem trabalhar juntos. Se não se consegue, alguém deverá tomar decisões", comenta Todt em entrevista que publica nesta sexta-feira o diário italiano Corriere della Sera.

O francês já tem em sua cabeça a nova estrutura organizativa da FIA caso seja seu novo presidente: comissários nas reuniões de todas as categorias e uma comissão disciplinar independente, tudo para evitar que se repitam desencontros como os dos últimos meses na Fórmula 1.

Todt opina também sobre a recente sentença do Conselho Mundial da FIA de suspender à escuderia Renault durante dois anos, isentos de cumprimento, e de banir Flavio Briatore para sempre pelo acidente voluntário do Grande Prêmio de Cingapura de 2008.

"Renault não negou o fato de que tenha ocorrido uma coisa terrível, antidesportiva, perigosa e que alterou a ordem do campeonato 2008. Que tenha saído à luz é bom para o esporte", aponta o francês.

O ex-diretor esportivo da Ferrari explica, além disso, que pôde falar com seu amigo Briatore e que este sustenta que não fez nada, pelo que Todt lhe aconselha que faça oficial sua postura e que recorra a decisão.

Todt fala também do piloto espanhol Fernando Alonso, cada vez mais próximo à Ferrari e que, segundo rumores, nunca foi muito bem-vindo na escuderia italiana quando o francês estava à frente da equipe.

"É verdade que queríamos contratá-lo como piloto de provas e que ele no último minuto mudou de ideia. Não gostei, para mim alguém que se compromete deve respeitar o compromisso. Mas isto é parte do passado...", explica o francês.

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