Jean Todt reforça bronca em Rubinho

A exemplo do piloto alemão Michael Schumacher, o diretor esportivo da Ferrari, Jean Todt, também desmentiu Rubens Barrichello, quando este afirmou ser preterido dentro da equipe. "Rubens tem o mesmo tratamento e o mesmo carro de Michael", disse. "É responsabilidade dele aproveitar a situação para que possamos então priorizar nossa estratégia em cima do seu trabalho." O fato de Schumacher ser regularmente mais eficiente condiciona a Ferrari a concentrar seus esforços de vitória, estabelecidos na definição da estratégia de corrida, no seu principal piloto, explicou Todt. O encontro da imprensa com os integrantes da Ferrari terminou nesta sexta-feira com a tradicional corrida de kart na neve. Sobre um lago congelado, localizado no centro da pequena cidade de Madonna di Campiglio, na região do Trentino, nos Alpes, os organizadores do evento montam uma pista com cones de borracha. Como o lago fica no fundo de um pequeno vale, as ruas ao seu redor servem de arquibancada panorâmica para os milhares de espectadores fanáticos pela Ferrari.É a maior chance que todos têm de ver de perto e sem pagar nada os seus ídolos. Um animador equipado com microfone convoca a torcida, regularmente, a participar do encontro, além de levar a palavra dos pilotos a todos.Fogos de artifício, distribuição de brindes, música em elevado volume e a imagem belíssima das montanhas do Dolomite, ao fundo, ajudam a compor um cenário único e inesquecível para os amantes não só de Fórmula 1, mas dos espetáculos exemplarmente organizados.Michael Schumacher, Rubens Barrichello, Luca Badoer, piloto de testes da Ferrari, e dois convidados, David Foré, piloto italiano duas vezes campeão do mundo de kart, e Marco Asmer, 18, da Estônia, quarto no último Mundial, colaboraram também para elevar ainda mais as emoções da "corrida." O que menos importava, nesta sexta-feira, era quem venceria. Todos alternaram-se na liderança da competição-exibição, davam cavalos de pau de 180 graus, se tocavam, se cumprimentavam, andavam de lado, sempre sob velocidades nada reduzidas para a condição.Para que se tenha uma idéia de quanto escorregadio é o piso, caminhar a pé sobre ele exige equilíbrio de patinador. Para evitar que os veículos de comunicação explorem o fato de um ou outro chegar em primeiro, os pilotos da Ferrari cruzaram a linha de chegada com as mãos dadas. "É ótimo viver esses momentos incríveis, todos os anos, aqui em Madonna, antes de iniciar nossas atividades visando o campeonato", disse Schumacher. "Aqui há amizade, coisa rara na Fórmula 1. Saio daqui energizado para enfrentar os desafios de mais uma temporada." Nesta sexta-feira à noite, depois da prova, Schumacher e Rubinho voaram de helicóptero de Madonna para Verona, onde embarcaram num jato fretado pela Ferrari para levá-los até Valência.

Agencia Estado,

18 de janeiro de 2002 | 17h58

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