Jordan contrata piloto japonês

Takuma Sato, de 24 anos, será o companheiro de equipe de Giancarlo Fisichella na Jordan-Honda em 2002. Sato faz parte da geração de campeões na Fórmula 3 com potencial para desmentir a tese que todos os novos pilotos japoneses são, necessariamente, reedições do atrapalhado Satoru Nakajima. Como ele, Ryo Fukuda conquistou o título da Fórmula 3 este ano, na França, e Toshehiro Kaneishi, na Alemanha.No domingo, Sato assistirá ao GP do Japão de Fórmula 1, prova de encerramento da temporada, dos boxes de sua nova equipe, no autódromo de Suzuka. Pode até ser que a Honda teve importância decisiva na contratação de Sato, já que a montadora japonesa fornece seus motores para a Jordan. Mas ninguém pode questionar que o japonês tem seus méritos: Sato venceu, pela equipe Carlin, 10 das 26 etapas do conceituado Campeonato Britânico de Fórmula 3, vencido ano passado pelo brasileiro Antonio Pizzonia. Como também não foi obra do acaso que Ryo Fukuda, do time Saulnier, garantiu o título da Fórmula 3 francesa uma etapa antes da final, dia 14 em Magny-Cours. Não é tudo: Toshehiro Kaneishi, da Bert Schafer, sagrou-se campeão da Fórmula 3 alemã domingo em Hockenheim, apesar do resultado estar sob júdice.A nova geração de representantes do Japão no automobilismo lembra pouco as de Satoru Nakajima e, mais recentemente, Ukyo Katayama, Shinji Nakano e Toranosuke Takagi. Sato, Fukuda e Kaneishi chegam apoiados por esquemas promocionais de peso também, mas diferentemente de seus antecessores, obtiveram resultados de elevada importância no automobilismo.Sato já trabalhou este ano como piloto de testes da BAR, outra escuderia que compete com motor Honda. ?Não vou explodir de cara na Fórmula 1. Sei que meu país deseja muito ver um piloto fazer sucesso na competição. Gostaria que não esperassem nada de mim no primeiro ano, porque será difícil?, avisa Sato. ?Quero fazer tudo degrau a degrau e me tornar um grande piloto da Fórmula 1.?Disputa - Rubens Barrichello ainda pode ser vice-campeão, como pretende a Ferrari. Ele precisa vencer o GP do Japão e torcer para David Coulthard, da McLaren, classificar-se no máximo em quinto. Já Michael Schumacher pode estabelecer nesta prova de domingo, além de o maior número de pontos conquistados por um piloto na história, o recorde de diferença para o segundo colocado no campeonato. Ele tem 113 diante de 61 de Coulthard. Nada menos de 52 pontos de vantagem, a mesma verificada em 1992 entre Nigel Mansell e Riccardo Patrese, ambos da Williams (108 a 56). Outro que pode estabelecer um recorde no Japão é Jean Alesi. O francês pode estar despedindo-se da Fórmula 1, já que será substituído por Sato na Jordan em 2002, e conseguir um feito inédito para um Mundial de 17 etapas: concluir todas as corridas. A última vez que isso ocorreu foi em 1964, quando o norte-americano Richie Ginther, com a BRM, também recebeu a bandeirada em todas as corridas. A diferença é naquele ano a Fórmula 1 teve 10 etapas.

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