Jordan: novos ataques contra Briatore

As rusgas entre o irlandês Eddie Jordan, sócio da Jordan, e Flavio Briatore, diretor contratado da Benetton, futura Renault, são antigas. Essa história começa ainda em 1991, quando logo depois do GP da Bélgica também, o italiano tirou o estreante Michael Schumacher da Jordan para passar a correr pela Benetton já na corrida seguinte. Hoje essa troca de acusações mútua, reveladora da personalidade dos homens que fazem a Fórmula 1, teve mais um lance: Jordan atacou o diretor da Benetton por ter levado para seu time o piloto Jarno Trulli, que já tinha compromisso com a Jordan para 2002. "Pergunte ao Flavio o que ele pretende com retirar Trulli do meu time", sugeriu Jordan a um repórter. "Você vai me ouvir agora e em seguida a ele. Tire suas conclusões sobre quem está falando a verdade." Corre solto no paddock da Fórmula 1 que quando Briatore retornou para a Benetton, há cerca de um ano e meio, que Jordan e ele teriam discutido duramente. "Enquanto você esteve ausente essas atitudes rasas deixaram de existir por aqui", teria dito o irlandês. Briatore desembarcou de volta e, de cara, ofereceu muito dinheiro para o diretor-técnico Mike Gascoyne se transferir da Jordan para a Benetton. Gascoyne aceitou. No caso de Trulli, a história é um pouco diferente. O piloto tinha um contrato com a Jordan até o fim de 2002, mas a opção sobre o seu futuro dependia de Briatore, que também o mantinha sob contrato. "Eu apenas não exerci a opção que possuía sobre Giancarlo Fisichella, atual piloto da Benetton, para ficar com Trulli." Juridicamente Jordan não pôde fazer nada, mais uma vez. "É difícil aceitar que um profissional tão capaz e uma pessoa tão boa quanto Trulli possa ser gerenciado por Flavio, cujos interesses são conflitantes com os da própria equipe que dirige", declarou Jordan.

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