Jordan também assina Acordo da Concórdia

Depois da Ferrari, em janeiro, e da Red Bull, na última segunda-feira, agora foi a vez da Jordan assinar a extensão do Acordo da Concórdia. As demais 7 equipes da Fórmula 1 continuam unidas: ameaçam romper com o atual pacto e organizar seu próprio campeonato. Elas assinariam a extensão do Acordo por mais cinco anos, de 2008 a 2012, se uma reivindicação em especial, dentre outras, fosse atendida: participação bem maior no valor arrecadado pela Formula One Management (FOM), empresa de Bernie Ecclestone, com a venda dos direitos de TV do Mundial.O Acordo da Concórdia estabelece as regras dessas relações entre escuderias e a FOM - ou seja, o quanto cada um recebe dos cerca de US$ 700 milhões que são arrecadados por ano. Há outras questões também, como a forma dos regulamentos técnico e esportivo.Renault, McLaren, Toyota, Williams, Sauber, BAR e Minardi, as 7 que não concordam com a proposta de Ecclestone para estender o Acordo, desejam, além de mais dinheiro, maior participação na definição dos rumos da competição. Há rumores, confirmados pela imprensa inglesa, de que o grupo das 7 equipes irá entregar a Ecclestone, no fim de semana em Hockenheim, durante o GP da Alemanha, um dossiê com a sua proposta para assinar também a extensão do Acordo.O anúncio da Jordan, nesta quarta-feira, não surpreende ninguém, assim como o da Red Bull, há três dias. O russo Alex Schnaider, do grupo Midland, adquiriu a Jordan este ano e a interferência de Ecclestone foi decisiva para o negócio dar certo.Quanto à Red Bull, não é difícil compreender sua postura. A organização adquirida pelo austríaco Dietrich Mateschitz tornou-se a equipe satélite da Ferrari, a primeira a assinar a extensão do Acordo - a equipe italiana ganhou US$ 100 milhões de luvas e um aumento significativo no que receberá como cota nos US$ 700 milhões da FOM.

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