Jornal britânico publica detalhes de orgia nazista de Mosley

Tablóide traz testemunhal detalhado de uma das cinco prostitutas que participaram do episódio com o chefão

Efe,

06 de abril de 2008 | 07h05

O tablóide britânico News of the World revela neste domingo, 6, mais detalhes da suposta orgia de estética nazista protagonizada pelo presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, que nega que o episódio sexual tivesse essa temática.Veja também: Mosley se diz vítima de conspiração em escândalo sexual Maior automóvel clube da Europa pede saída de Mosley Equipes da F1 colocam pressão sobre Mosley após escândalo sexualNo domingo passado, o tablóide publicou partes de um vídeo no qual era possível ver imagens de Mosley "como comandante de um campo de concentração que dá ordens em alemão às prostitutas e as 'castiga' com um chicote".Sobre as afirmações do presidente da FIA, que admite sua participação no ato mas rejeita sua temática, o News of the World contra-ataca com o testemunho detalhado de uma das cinco prostitutas que supostamente participaram da orgia, no dia 28 de março em um luxuoso apartamento de Londres.A jovem explica que o presidente da FIA, de 67 anos e filho de um proeminente fascista britânico dos anos 30, Oswald Mosley, ordenou que ela se vestisse com uniforme militar alemão e lhe desse ordens, ao tempo que queria ser castigado até sangrar.Em outro momento da orgia, que durou cinco horas, os papéis foram invertidos, e ele passou a dar ordens em alemão ou em inglês com um curioso acento germânico, enquanto inspecionava várias "presas" em um campo de concentração, segundo a prostituta."Tudo foi gravado com uma câmera para que pudesse ser visto de novo mais tarde", afirma a fonte, que assegura que não é a primeira vez que o líder utiliza estes serviços.Segundo esta participante, a orgia foi organizada a pedido de Mosley com a ajuda de uma profissional de confiança chamada Mistress Switch, que ficou responsável por coordenar a encenação.O cliente queria uma "dominatrix" (profissional que realiza fantasias de clientes submissos) alemã - Mistress Zena, que se vestiu com uniforme militar -, junto com outra jovem, Mistress Abi, que também se uniformizou, explica a fonte ao jornal.Todo o vestuário foi obtido em lojas onde são vendidos excedentes de produção do Exército alemão, acrescentou. "Fui advertida de que a maior parte da conversa seria em alemão, por isso não a entenderia", lembra a fonte ao relatar sua experiência."Disseram para mim que esperasse uma temática nazista, com humilhantes inspeções corporais, brutalidade e duas meninas submissas, chamadas Leah e JD, que seriam as prisioneiras do campo", explica.Segundo a fonte, Mosley pagou 2.500 libras (aproximadamente 3.100 euros, ou R$ 8,3 mil) pela organização da orgia, e informou "exatamente" o que queria.A prostituta entrevistada pelo News of the World afirma que não ficou surpresa ao saber que o presidente da FIA foi um simpatizante fascista em sua juventude, e afirma sentir pena dele, já que "seus pais eram nazistas e parece que ele foi corrompido" pela situação.Na sua opinião, Mosley é um verdadeiro sadomasoquista, já que, além de gostar de ser castigado, ele também gosta de punir. A fonte disse ainda que em outras ocasiões em que Mosley usou os serviços de prostitutas o cenário foi diferente, como um processo judicial no qual ele era o prisioneiro que devia ser castigado. Depois, os papéis eram invertidos e era ele quem humilhava as meninas, afirmou.Segundo o tablóide, em um esforço para limpar seu nome, Mosley, que pode perder seu cargo, entrou em contato esta semana com as prostitutas envolvidas na orgia nazista para obter declarações nas quais negassem que houve essa temática.  

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