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Jornal diz que Alonso perdeu memória por conta de erro médico

Jornal alemão garante que versão oficial do piloto não corresponde

O Estado de S. Paulo

06 de abril de 2015 | 15h29

Mais uma hipótese sobre o misterioso acidente de Fernando Alonso no dia 22 de fevereiro, durante a pré-temporada da Fórmula 1, em Barcelona, foi levantada. Desta vez, a informação é dada pelo jornal alemão Auto Motor und Sport, especializado em automobilismo, e assinada pelo jornalista Michael Schmidt. O periódico garante que o motivo da perda de memória de Alonso e do período de três dias no hospital foi um erro médico.

O artigo afirma que o espanhol teria sido sedado de maneira errada por duas vezes logo após a batida no Circuito da Catalunha, ainda durante o percurso até o hospital, em procedimento pouco comum em caso de concussões. Ainda segundo o jornal, os dados de telemetria da McLaren e os testemunhos não correspondem com a versão de Alonso, que afirmou que a direção de sua McLaren teria 'travado'. "Os dados que medem a pressão no volante mostram que Alonso não tentou desviar", diz a matéria.

A suposição levantada por Michael Schmidt é a de que Alonso teria sentido uma 'tontura' instantes antes do acidente, e não um desmaio completo, como foi cogitado. O jornal diz que Alonso se lembra completamente do acidente, mas ficou com um 'buraco' na memória por um intervalo de cerca de 18 horas. O periódico garante que a perda de memória do piloto foi causada pelo erro de atendimento no memento dos sedativos.

"Ouvimos rumores de que Alonso foi sedado por duas vezes. Na cena do acidente e a caminho do hospital. A alta dose explica porque as lembranças do acidente só voltaram depois e há um grande buraco entre as 14 e 18 horas. Isso também demonstra por que o paciente ficou três dias e meio no hospital. Aparentemente, eles queriam se certificar de que Alonso só tinha sofrido uma concussão", garante o periódico alemão.

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