Jornalistas evitam vôo no GP dos EUA

Os ataques terroristas em Nova York, dia 11, mudaram os hábitos de muitos jornalistas que tradicionalmente cobrem a Fórmula 1. O espanhol Jose Maria Rubio, por exemplo, da agência RV Racing Press, simplesmente não viajou para os Estados Unidos por assumir que temia novos incidentes dessa natureza. Mandou seu assistente. Dan Knutson, norte-americano do jornal National Speed Sports News, preferiu a "segurança" do automóvel a um deslocamento com avião. "Vim de Saint Paul, Minesota, para cá, em 10 horas." Cerca de mil quilômetros separam Saint Paul de Indianápolis.Ninguém foi capaz, no entanto, de superar o alemão Gunnar Meinhardt, da agência de notícias DPA. Ele saiu de casa segunda-feira, às nove horas da manhã, e chegou em Indianápolis apenas na quarta-feira às 21 horas. Onde ele mora? Em Redono Beach, ao sul de Los Angeles. "Registrei no odômetro do meu carro a distância de 2.183 milhas (3.512 quilômetros)", disse. "Segunda-feira começo a voltar e espero na quarta-feira à noite estar em casa de novo." Curiosamente ele substituiu seu colega alemão Volker Gundrum que, com medo de estar num avião seqüestrado, solicitou à DPA para não viajar."Quando recebi a notícia de que deveria vir para cá comecei a me preparar para uma longa viagem de carro, porque de avião eu não viria de forma alguma", falou Meinhard. "O problema é que foi multado três vezes em razão de ter excedido os limites de velocidade, duas delas no Texas, por apenas 6 ou 7 milhas a mais do permitido."O receio de ser lançado em edifícios em novos ataques suicídas está criando um grave problema para as companhias aéreas norte-americanas, cujos vôos têm saído quase vazios. É grande a ameaça de dispensa em massa de funcionários. O presidente George Bush acena com medidas de segurança rigorosas para resgatar a confiança de voar e assim evitar desemprego no setor.

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