Juiz nega pedido de Mosley para retirar vídeo de orgia de site

Presidente da FIA queria o fim da exibição das imagens na página do jornal inglês que o denunciou pelo fato

EFE

09 de abril de 2008 | 10h08

Um juiz britânico negou nesta quarta-feira ao presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, a retirada de um vídeo do jornal News of the World sobre uma orgia de temática nazista da qual o dirigente participou. O juiz David Eady, do Tribunal Superior de Londres, disse que não faz sentido proibir o jornal de divulgar as imagens, pois o assunto teve ampla repercussão. O magistrado afirmou que a notícia sobre a orgia na qual Mosley supostamente atua como comandante de um campo de concentração teve repercussão mundial, tanto em jornais quanto na internet. "Cheguei à conclusão de que o material é de acesso tão amplo que um pedido nos termos solicitados (de proibir a divulgação) teria pouca diferença prática", acrescentou. Após ser anunciada a decisão do magistrado, o diretor jurídico do News of the World, Tom Crone, afirmou que o vídeo foi postado na página eletrônica da publicação dominical. Mosley, que enfrenta pressões do mundo do automobilismo para que renuncie, decidiu tomar medidas legais contra o jornal por violação de privacidade, processo que começará em julho. O News of the World, que nos últimos dois domingos publicou detalhes da filmagem, afirma que Mosley participou de uma orgia de temática nazista, mas o presidente da FIA nega que o episódio sexual tivesse esta natureza. 

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