Junqueira corre sob pressão em Chicago

Um piloto sob pressão. Assim está Bruno Junqueira no GP de Chicago de Fórmula Indy, que nesta sexta-feira realiza os primeiros treinos livres para a prova de domingo. Estreante na categoria, o piloto brasileiro tem sua responsabilidade aumentada nesta 11ª etapa da temporada por um motivo: a corrida ocorre no Chicago Motor Speedway, circuito oval de propriedade de seu exigente e às vezes intolerante patrão, Chip Ganassi. "É. Tenho de ganhar??, disse Bruno.A declaração foi em tom de brincadeira, mas ele sabe que o "velho?? Chip Ganassi está levando a sério a "sua?? corrida. Tem feito grande promoção da prova, como exibição de carros no Museu de Ciência e Tecnologia de Chicago e uma festa para a comunidade hispânica da cidade que acontecerá sábado dentro do autódromo, e não esconde de ninguém que gostaria de ver um piloto de sua equipe - Bruno tem como companheiro o norte-americano Memo Gidley - repetir o feito do colombiano Juan Pablo Montoya, que venceu a primeira edição da prova, em 1999."Reconheço que o fato de correr no circuito do Chip aumenta a pressão. Só que tenho de procurar fazer a minha parte, com confiança, mas sem ansiedade??, disse o brasileiro.Ele não quer nem pensar em qual pode ser a reação do patrão em caso de um mau resultado. Bruno ainda tem crédito com Chip Ganassi, mas esta é uma situação que pode mudar de uma hora para outra. Ganassi deu mostras de sua falta de paciência recentemente, ao despedir o francês Nicolas Minassian, cujo rendimento não estava lhe agradando, e substitui-lo por Gidley, que a cada corrida fica na berlinda. "Não gosto de falar sobre esse assunto. Só digo que o Chip é exigente??, esquiva-se o brasileiro, que também não dá detalhes sobre seu contrato. "A única coisa que posso dizer e que ele vai até quando nós quisermos. Pode chegar a hora de ele não querer mais, e também pode ser que eu não queira mais??, argumentou Bruno. Logo depois, porém, ele revelou que gostaria de ficar na equipe pelo menos até o final de 2002.Bruno nunca andou na pista oval de 1,029 milha (1.655 quilômetro) de Chicago, mas está confiante por causa do seu desempenho em uma pista semelhante, Nazareth, quando fez a pole e chegou em sétimo na corrida, sua primeira em um oval. "Mas só no treino de sexta-feira, que dará para saber o real potencial do carro??.Enquanto Bruno Junqueira enfrenta a pressão de ter de fazer bonito para agradar ao chefe, Cristiano da Matta, brasileiro da Newman-Haas, torce para que volte a brilhar no oval de Chicago, pista onde ele conseguiu no ano passado a primeira vitória na F-Indy. "É bom você voltar a um lugar onde ganhou. Principalmente quando se está numa fase em que os resultados não estão aparecendo. Acho que, apesar do quarto lugar em Michigan estou ?zicado e meio?, de tanta coisa ruim que vem me acontecendo. Vamos ver se o GP de Chicago marca a virada??, deseja da Matta, que com 67 pontos está em quinto lugar, a 17 pontos do líder Kenny Brack.

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