Junqueira justifica aposta da Ganassi

Quando Chip Ganassi, um dos mais experientes comandantes de equipe da F-Indy, contratou o jovem campeão de F-3.000 Bruno Junqueira para seu time em 2001, justificou, diante do espanto geral: "Vou buscar o que há de melhor no mercado. Esse menino tem futuro??. Hoje, o menino começou a provar que o chefe tinha razão. Com muita competência e arrojo, fez a pole position para o GP de Nazareth, terceira etapa da temporada 2001 da F-Indy. É a terceira corrida de Bruno na categoria, a primeira em oval. "Nem sei o que dizer. Estou muito feliz. Sonhava com isso, mas confesso que é uma sensação muito agradável??, disse Bruno, 24 anos, logo após ter certeza de que sua volta em 19s700 no circuito trioval de 0.946 milha (1,522 quilômetro) de Nazareth, com média de 278,152 km/h lhe garantiu a primeira pole na Indy. A felicidade, porém, não o fez tirar os pés no chão para a corrida deste domingo, em 225 voltas, com largada prevista para as 14 horas e transmissão pela TV Record e pela DirecTv, canal 363. "Em relação à corrida, meu plano é manter o carro na pista e terminar. É minha primeira prova em oval, nem imagino o que pode acontecer. Vou aprender. Oval não é fácil??, declarou Bruno. Ao seu lado na primeira fila esta tarde vai estar o sueco Kenny Brack, da Team Rahal, que obteve o tempo de 19s738. A segunda fila será formada pelo mexicano Michel Jourdain Jr., da Bettenhausen (19s950) e pelo espanhol Oriol Servia, da Sigma (19s996). Os quatro primeiros no grid utilizaram chassis Lola, que desde os primeiros treinos mostraram-se mais adaptados à pista de Nazareth. "De fato, o carro foi um dos três fatores que me ajudaram a fazer esse tempo. O chassis Lola está bem para essa corrida. E temo um bom acerto??, explicou o brasileiro Chip Ganassi. Os outros pontos destacados por Bruno para seu sucesso são o fato de a pista lhe agradar, por ser um trioval em que o piloto precisa guiar o carro e não apenas pisar fundo no acelerador e o fato de ter treinado em Nazareth recentemente. "Isso me ajudou a tirar a desvantagem para o outros, mas não a ficar em vantagem sobre eles. O Michael Andretti (que mora em Nazareth), por exemplo, já correu aqui umas 500 vezes.?? Alegria de Bruno, decepção dos outros brasileiros. Hélio Castro Neves, quinto no grid (20s007 com seu Penske) estava desapontado. "Alongamos a sexta marcha entre o treino da manhã e a sessão oficial. Foi um erro e tanto??, lamentou. Por isso, ele vai procurar ter muita calma desde a largada deste domingo, pois prevê tráfego intenso e muita dificuldade para ultrapassar durante as 225 voltas. "Temos de torcer também para a turma da frente não se empolgar e cometer erros??, disse Helinho, em referência a Bruno, que não está acostumado a largar entre os primeiros. Cristiano da Matta procurou aceitar com bom humor sua nona colocação (20s162). "Não estou na frente, mas também não estou lá atrás. Pelos problemas que tivemos, está bom??, disse o piloto da Newman-Haas, líder do campeonato com 37 pontos. Ao seu lado larga Tony Kanaan, da Mo Nunn (20s187). "Em relação aos primeiros treinos, estou satisfeito. Mas ainda temos muito a fazer para terminar a prova na zona de pontuação.?? Gil de Ferran larga em 15.º (20s319) e saiu do treino reclamando que seu Penske saiu muito de frente. "Agora, vou precisar de muita calma na corrida. O tempo todo??, afirmou o vencedor do GP de Nazareth do ano passado. Roberto Moreno, da Patrick, sai em 16.º (20s353); Christian Fittipaldi, da Newman-Haas, em 17.º (20s406); e Max Wilson, da Arciero/Brooke, em 24.º (21s117). Maurício Gugelmin não participa da prova, por causa da morte de um de seus filhos, Giuliano, de seis anos, ocorrida na quinta-feira. A Indy corre amanhã em Nazareth pela última vez, já que o contrato entre a Cart e os organizadores da prova não foi renovado.

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