Junqueira mata saudades após vitória

O brasileiro Bruno Junqueira mal teve tempo de comemorar a vitória de domingo no GP de Elkhart Lake, sua primeira na F-Indy. Poucas horas depois da pequena festa que aconteceu no motorhome da equipe Chip Ganassi, ele pegou a estrada para uma viagem de cinco horas até Indianápolis, cidade norte-americana onde mora. Mas a maratona não acabou. Bruno tinha nesta segunda-feira viagem marcada para Nova York, onde pegaria um vôo para o Brasil. ?Estou feliz, mais não há porque ficar empolgado. Queria vencer, consegui e agora vou pensar para frente?, disse o piloto mineiro, de 24 anos.Estreante na categoria, ele tem consciência de que sua cotação na equipe Chip Ganassi aumentou muito com a vitória. Sabe, também, que nem por isso pode se considerar desde já o companheiro do sueco Kenny Brack na equipe na próxima temporada. ?Estou sondando o mercado?, admite, sem entrar em detalhes sobre as equipes com as quais está conversando. Uma delas, porém, é a MoNunn.Bruno vem ao Brasil para matar saudades dos familiares e amigos, mas também por uma ?obrigação profissional?. ?Preciso tirar meu visto para a Austrália (onde a F-Indy corre em 28 de outubro, e no Brasil é mais fácil do que aqui nos Estados Unidos?, explicou. A volta à casa será curta. ?Acho que vou ficar no máximo uma semana. Logo tem outra corrida?, justificou, referindo-se ao GP de Vancouver, Canadá, em 2 de setembro.Depois de passar as últimas semanas sob pressão intensa, por conta das exigência do dono da equipe, Chip Ganassi, Bruno Junqueira reagiu à vitória em Elkhart Lake como quem tira um peso dos ombros. ?A pressão diminuiu um pouco, mas se eu voltar a ter resultados ruins...?.Companheiro - O norte-americano Memo Gidley, companheiro de Bruno na Ganassi, tinha consulta com o ortopedista da Cart (Championship Auto Racing Team), Terry Trammel, marcada para esta segunda-feira em Indianápolis. Exames realizados em Gidley no Saint Nicolas Hospital de Sheboygan constataram que ele sofreu uma pequena fratura no fêmur no acidente que sofreu em Elkhart Lake. O piloto perdeu o controle do carro, bateu no muro e depois capotou.A princípio, o médico oficial da Cart, Steve Olvey, dissera que Gidley não tivera fratura, mas exames mais completos desmentiram seu prognóstico. Após examinar o norte-americano, que deve usar muletas por alguns dias, Trammel decidirá se ele vai poder disputar ou não o GP de Vancouver.GP Brasil - O Rio de Janeiro voltou a ter chances de ter novamente a Indy, no ano que vem. Dirigentes da Cart garantem que foram procurados pelo prefeito da cidade, César Maia, que estaria disposto a recuperar a prova. Comenta-se que o GP, se vier a ser realizado, poderá acontecer em um circuito de rua. Outra cidade cujas ruas têm chances de receber a Indy é Miami, nos Estados Unidos.

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