Justiça determina o fim da Prost

Alain Prost, quatro vezes campeão do mundo, não conseguiu escapar também do mal dos campeões da Fórmula 1 que viram seus projetos de equipe própria arruinarem-se. O Tribunal de Comércio de Versalhes, na França, decretou oficialmente nesta segunda-feira a falência da escuderia Prost Grand Prix. O Mundial que começa dia 3 de março na Austrália terá apenas 11 times. A Prost não existe mais."Não deixa de ser um alívio para mim", disse Prost. "Fui linchado nas duas últimas semanas e interpreto tudo isso como um total fracasso para a França." Jack Brabham, John Surtees, Graham Hill, Emerson Fittipaldi, Jackie Stewart e agora Alain Prost. A não ser o australiano Jack Brabham, que antes de ter de vender sua organização conseguiu ser campeão do mundo (1966), nenhum dos demais cinco pilotos, dentre os melhores da história, obteve êxito em seus planos de montar uma equipe para, a exemplo da Ferrari, atravessar décadas dentre os protagonistas da Fórmula 1. Prost não encontrou os investidores que necessitava não só para cobrir os US$ 30 milhões de dívida, mas também para garantir a sua manutenção no Mundial deste ano, o que exigiria, no mínimo, outros US$ 40 milhões. Isso para apenas participar do campeonato."Fiz tudo o que era possível para tentar salvar nosso time, mas não recebi nenhum contato sequer de um investidor francês", contou Prost, sem esconder sua mágoa com o descaso das autoridades de seu país com a escuderia. Quando Guy Ligier competia com sua equipe, a amizade com o então presidente da França, Francois Mitterrand, sempre lhe garantiu uma condição privilegiada de investimentos das estatais francesas."Olhem no meu carro, procurem uma única empresa francesa. Vocês não vão achar", lamentou Prost aos jornalistas, em pleno GP da França, em julho do ano passado.

Agencia Estado,

28 de janeiro de 2002 | 14h39

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