Justiça francesa diz não poder proibir vídeo de orgia de Mosley

Chefão da FIA tenta amenizar a pressão que sofre para deixar o comando da entidade por causa do escândalo

Thierry Leveque, REUTERS

29 de abril de 2008 | 15h32

Um tribunal francês disse nesta terça-feira que não tem poder para proibir que um jornal britânico coloque em seu site um vídeo mostrando o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, no que a publicação descreveu como uma orgia estilo nazista com prostitutas. Mosley iniciou uma ação legal na França, que tem leis de privacidade mais rígidas que a Inglaterra, para tentar evitar que o vídeo esteja disponível na Internet na França. Isto forçaria o "News of the World" a remover o vídeo de seu site. O tablóide dominical publicou uma matéria de primeira página no mês passado com fotografias exibindo Mosley no que seria uma orgia com prostitutas vestidas como prisioneiras de um campo de concentração. O presidente da FIA negou qualquer conotação nazista. Mosley recusou pedidos para que renunciasse ao cargo da FIA. Embora tenha dito que não pode bloquear o site, um tribunal de Paris decretou que as fotografias publicadas no "News of the World" eram uma violação das leis de privacidade francesas e que o jornal deveria retirar de circulação as cópias disponíveis na França. "As fotografias retratam um assunto íntimo, a vida sexual consentida de adultos, o que supostamente não deve ser revelado a outros sem o consentimento das pessoas envolvidas", disse o tribunal. A decisão fez pouca diferença, pois a edição do "News of the World" que continha as fotos vendeu milhões de cópias no mês passado, a maioria na Inglaterra. O jornal não é distribuído em grande escala na França. Sobre o vídeo, o juiz francês disse que apenas a Justiça britânica teria a autoridade de proibir o "News of the World" de colocá-lo em seu site. O pai de Max Mosley, Oswald Mosley, foi o fundador de uma União de Fascistas Britânicos no período pré-Segunda Guerra Mundial.

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