Justiça italiana quer interrogar cúpula da McLaren

Ron Dennis e outros chefes do time inglês deverão ser convocados para depor pelo caso de espionagem

Alan Baldwin, REUTERS

07 de fevereiro de 2008 | 15h22

Um promotor da Itália pediu que o chefe da McLaren, Ron Dennis, e outras figuras de peso da equipe de Fórmula 1 sejam interrogados no país como parte de uma investigação oficial a respeito da polêmica envolvendo o vazamento de dados secretos da Ferrari no ano passado. A McLaren confirmou na quinta-feira que seus advogados "tinham recebido alguns documentos de autoridades de Modena que estão sendo analisados". A equipe não forneceu maiores detalhes, mas o jornal italiano Gazzetta dello Sport informou na quarta-feira que o procurador Giuseppe Tibis pretendia ouvir Dennis, o executivo-chefe Martin Whitmarsh, o projetista-chefe Mike Coughlan (afastado do cargo) e o engenheiro-chefe Paddy Lowe no dia 18 de fevereiro. O ex-engenheiro da Ferrari Nigel Stepney também constava da lista, acrescentou o jornal, mas os funcionários Jonathan Neale e Rob Taylor, da McLaren, não foram instados a comparecer porque a Justiça italiana não possuía o endereço domiciliar deles na Inglaterra. O promotor não confirmou a notícia. E o gabinete de Tibis disse que ele estava de férias. Os integrantes da McLaren foram notificados durante o Grande Prêmio da Itália, em Monza, no mês de setembro, de que estavam sob investigação como parte do caso envolvendo o vazamento de um dossiê técnico de 780 páginas da rival Ferrari. A McLaren, que recebeu uma multa de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 180 milhões) e perdeu os pontos no mundial de construtores, desculpou-se pelo episódio e reconheceu que os dados vindos da Ferrari haviam chegado às mãos de mais membros da equipe do que tinha imaginado inicialmente. Apesar de o caso ter sido encerrado na esfera esportiva, a Ferrari afirmou que continuaria com o procedimento jurídico iniciado contra algumas pessoas na Grã-Bretanha e na Itália. (Reportagem adicional de Mark Meadows em Milão)

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