Kanaan busca reconhecimento no Brasil

Tony Kanaan começou a viver a rotina de um campeão nos Estados Unidos nas última semanas. O primeiro ato foi ?adquirir? uma equipe de ciclismo de estrada e batizá-la com o nome de JC Investors Kanaan Racing. ?É um grupo de garotos aqui de Miami. Tem brasileiro, tem cubano, tem americano. Eu treino com eles e resolvi ajudá-los. Não quero ganhar nenhum tostão com isso. Faço isso com o mesmo prazer de iniciar alguém no kart?, diz Kanaan.O baiano Antoine Kanaan vai completar 30 anos no último dia do ano e se considera realizado. ?Cheguei aqui com uma mão na frente e outra atrás. Ganhei prestígio, sou reconhecido pelo que já fiz e agora tenho o título. É o que eu queria. Mas ainda tenho mais para conquistar?.Como primeiro brasileiro a conquistar o título da Indy Racing League, Kanaan gostaria de ser mais reconhecido no Brasil. Ele não tem que se preocupar com retorno para seus patrocinadores, porque nenhum deles tem interesses comercial no Brasil. ?Acho apenas que como brasileiro gostaria de que minhas vitórias tivessem mais repercussão. Isso aqui é muito difícil, a concorrência é grande. Eu lutei muito e nunca esqueci de mencionar o Brasil?.Kanaan faz parte de uma geração de órfãos da Fórmula 1 que, sem chances de chegar à categoria mais importante do automobilismo internacional, optaram pelas corridas americanas. E se deram bem.?Foi a melhor coisa que eu fiz. Vim para os EUA e me dei bem logo, ganhando o campeonato da Indy Lights. Vi então que devia investir mesmo nos EUA porque não havia muito espaço para chegar na F-1?, explica.Virada - Tony Kanaan não estava em um bom momento na Cart, no final da temporada de 2001, quando Michael Andretti decidiu convidá-lo para mudar para a IRL. ?Eu fiquei surpreso com a confiança que o Michael depositou em mim e sou grato ao Michal Andretti. Ele me deu força, confiou no meu trabalho. Dessa forma, tenho o maior prazer em poder devolver isso a ele na forma do título de 2004?, reconhece.Agora, nos Estados Unidos, o nome e a cara de Kanaan aparecem em produtos diversos como rodas de carro, cartão de crédito, chá, energéticos, etc. Muitos desses produtos são exclusivos da rede de conveniência 7-Eleven, que patrocina o carro do piloto brasileiro e cujo contrato, segundo se comenta, já foi renovado por mais dois anos, depois da conquista da Andretti Green.Um teste com um BAR/Honda de Fórmula 1, ainda este ano, está praticamente certo. Mas Kanaan acha pouco provável que a Honda queira tirá-lo dos EUA. ?Não é política da fábrica trocar o certo pelo incerto. Mas no automobilismo tudo pode acontecer.?

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