Srdjan Suki/Efe
Srdjan Suki/Efe

Kimi Raikkonen aposta no calor para a Lotus ser competitiva de novo

Piloto vem de vitória na Austrália e espera ir bem novamente na Malásia

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2013 | 11h27

KUALA LUMPUR - Não importa se ele é o foco das atenções ou simplesmente coadjuvante do espetáculo. Kimi Raikkonen é sempre bastante econômico com as palavras. E mais ainda para demonstrar seu estado de espírito, quase sempre linear, ao menos diante da imprensa, mesmo quando é o líder do campeonato, como agora, depois da vitória domingo no GP da Austrália.

Nesta quinta-feira o finlandês de 33 anos, piloto da Lotus, era a principal atração da entrevista coletiva programada pela FIA no autódromo de Sepang, onde nesta quinta também às 23 horas, horário de Brasília, correspondente às 10 horas de sexta-feira na Malásia, será realizada a primeira sessão de treino livre da segunda etapa do Mundial, com certeza sob calor de mais de 30 graus, como é o clima na península malaia.

E Kimi não poderia ser diferente. Falou pouco, indiferente a toda badalação que o seguiu no autódromo. "Não sabemos, ainda, se a Lotus será competitiva aqui. No ano passado éramos bem fortes nas corridas disputadas sob calor e não tão bem quando fazia frio. Se as coisas forem como em 2012 deveremos nos dar bem."

A exemplo de Fernando Alonso, da Ferrari, o piloto da Lotus não viu ninguém este ano com um supercarro. "Se a definição do grid, na Austrália, fosse com pista seca, tenho certeza de que teria obtido um tempo mais próximo do de Vettel. Nós não estamos um segundo ou 1,4 segundo atrás."

O finlandês largou em sétimo no circuito Albert Park, 1,3 segundo mais lento que Sebastian Vettel, o pole position. Mas terminou a corrida em primeiro, 22 segundos à frente do alemão da Red Bull, terceiro. Raikkonen lidera o campeonato com 25 pontos seguido de Alonso, 18, e Vettel, terceiro, 15.

O quarto colocado é Felipe Massa, da Ferrari, com 12, resultado de combativa quarta colocação em Melbourne. Nesta quinta Massa disse o que espera do GP da Malásia. "Essa pista é bem diferente da de Melbourne. A estratégia será ainda mais fundamental. Talvez chova, como chove todo dia aqui, teremos de ficar bem espertos com essas mudanças do tempo."

A corrida de Sepang tem grande importância para a Ferrari, diz Massa. "Vamos analisar o carro e ver como ele reage nas duas pistas, muito distintas entre si. Ver se estamos na direção certa no desenvolvimento do carro." A exemplo do GP da Austrália, Massa afirma sentir-se, agora, muito seguro. "É uma situação oposta a vivida no ano passado, com um carro difícil lutava para chegar no Q3 na classificação." Mais: "Meu começo de temporada foi muito bom este ano. Vou tentar ter outro fim de semana igual, lutando pelas melhores colocações."

Largar na frente do companheiro, em especial quando é alguém da competência de Alonso, é muito bom, comenta Massa. Na Austrália Massa obteve o quarto tempo e Alonso, o quinto. "É sempre muito positivo para a cabeça do piloto, mostra que você está bem, consegue estabelecer bom ritmo." Pena a postura no mínimo pouco elegante de Alonso ao comentar a "vitória" de Massa na primeira definição do grid: "Costuma ser 17 a 2 para mim, vamos ver como ficará no fim do ano. Começou 0 a 1".

Seria inevitável Massa abordar o ocorrido na corrida de Melbourne. Alonso deveria parar, a princípio, na 23.ª volta (a prova teve 58) para fazer seu segundo pit stop, mas antecipou para a 20.ª volta. Massa manteve a programação original, combinada com a equipe, e parou na 23.ª. Resultado: Massa que era segundo, atrás de Vettel, caiu para quarto. E Alonso avançou de quarto para segundo, por ultrapassar Massa e Vettel.

"Não fui penalizado ou desfavorecido com a antecipação do Alonso", afirmou. "No meu caso, a minha opção (de estratégia) não funcionou. Vimos logo que iríamos para três paradas porque dei 8 voltas, apenas, antes do primeiro pit stop", explicou. "Ele arriscou, pois teria de dar muitas voltas com o mesmo jogo de pneus. A pista melhorou (com o acúmulo de borracha), o que fez sua estratégia dar certo." Massa não demonstra nenhum ressentimento com a equipe.

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