Silvio Izquierdo/AP
Silvio Izquierdo/AP

Kimi Raikkonen fica irritado com tantas perguntas sobre seu futuro

Finlandês não gostou de assédio a respeito de sua possível transferência para a Red Bull

LIVIO ORICCHIO - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2013 | 14h15

SILVERSTONE - A despedida de Mark Webber da Fórmula 1, no fim da temporada, anunciada hoje em Silverstone, rebateu com intensidade sobre Kimi Raikkonen, da Lotus. O finlandês já estava cotado para substituir o australiano na Red Bull desde que o dono da empresa de energéticos, Dietrich Mateschitz, comentou que “Kimi poderia ser um bom companheiro para Sebastian Vettel”. Os primeiros treinos livres do GP da Grã-Bretanha começam amanhã, as 6h, horário de Brasília.

O finlandês demonstrou hoje irritação com a imprensa, desejosa de conhecer o que pensa, se de fato a saída espontânea de Webber da Red Bull poderia facilitar ainda mais a sua transferência da Lotus para a vaga do australiano. Para amigos mais próximos, Raikkonen comentou, hoje: “Assim que eu tiver uma definição a respeito do meu futuro prometo ser o primeiro a falar. Quero que acabem logo com essa chuva de perguntas sobre o que irei fazer em 2014”.

O campeão do mundo de 2007, pela Ferrari, não negou estar negociando com a Red Bull. “As conversas existem, mas até que se chegue a uma definição tudo pode acontecer. Não há nada certo.” Raikkonen comentou, ainda: “Todo piloto quer estar numa equipe que lhe dê um carro capaz de vencer as corridas. E a Red Bull é o caminho, hoje, mais curto para isso”.

Se pelas mais diferentes razões Raikkonen e Christian Horner, diretor da Red Bull, não se acertarem, a tendência será a escuderia tricampeã do mundo escolher um dos pilotos da sua equipe satélite, a Toro Rosso. Caso contrário não haveria sentido manter o investimento. O australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean Eric Vergne, a dupla da Toro Rosso, disputará a vaga de Raikkonen. A Red Bull informou, hoje, que a definição do parceiro de Sebastian Vettel será tomada bem mais para a frente na temporada.

Permanecer na Lotus, disse Raikkonen, está longe de ser uma opção ruim. “Voltei para a Fórmula 1 no time certo. A forma aberta como trabalhamos, a boa base existente foram essenciais para entender os resultados alcançados.” Mas reconheceu: “Eu, o pessoal do time, todos nós sabemos que temos de evoluir para lutarmos pelo título.” Raikkonen terminou em terceiro em 2012, com 207 pontos, diante de 281 do campeão, Vettel.

E este ano, depois de sete etapas, ocupa a terceira colocação no Mundial, com 88 pontos, enquanto Vettel lidera com 132.

Se Raikkonen for mesmo para a Red Bull, como parece provável, Eric Boullier, diretor da Lotus, terá de sair a campo para encontrar um grande piloto capaz de substituí-lo. E não há pilotos experientes de comprovada capacidade disponíveis. Boullier teria de apostar num jovem promissor como Paul Di Resta, Adrian Sutil, ambos da Force India, ou Nico Hulkenberg, Sauber. As opções são limitadas.

O mercado de pilotos espera o que vai acontecer entre Raikkonen e a Red Bull. Se as peças se encaixarem, na sequência outras negociações vão ser retomadas. Mas até lá nada será decidido.

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